Oprofeta

Oprofeta

segunda-feira, 10 de julho de 2017

Só vivi as paixões



Do amar sei pouco,
Do amor, as ilusões.
Me entrego,
Estou cego,
Trépido como as dificuldades
Engulo seco o soluço,
Acabou.

Sem perceber,
Envelheci sem experimentar o amor.
Dos beijos, o  sobejo,
Pouco guardo.
Ficaram as lembranças,
De tudo que penso ter vivido,
Daí as saudades.

Conto histórias
Experiencias vividas, paixões.
Enxugo as lágrimas,
Recordações,
Nem faz tanto tempo assim.
Faz frio, dos colos que me aqueceram,
Não ficou calor.

A paixão não é eterna,
Os abraços esvaem-se tal como os beijos.
O que fica são a lembranças,
A saudade e as noites frias,
A agonia que vivo,
E o arrependimento
Do que a dúvida não me deixou viver.

Do amar sei pouco,
Coisa que nunca entendi,
Não aprendi.
Só vivi as paixões,
Chorei,  sofri,
Engulo seco as saudades que vido,
Ja vivo as paixões que hão de vir.

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