
como um louco.
Se me desse tomar as minhas
loucuras por guia, sorriria
quando tomasse a minha vida
por vadia.
As vadias, se loucas, não
seriam tão loucas como as
coisas do meu dia a dia.
Há uma semana não faz
sol e eu, em minha loucura,
vivo as nostalgias.
Não tomo a minha loucura
por mulheres da rua.
Louco respeito a sua nudez
e em vez de critica-la busco
a compreensão, ainda que
esta se recusa a
testemunhar o momento.
Não vivo as minhas loucuras
como deveria vivê-la sendo
um louco.
A lucidez, mulher sensata,
de vez em quando me
visita e sorri ao me encontrar
sano.
O Observador - Indaial, agosto de 2026,
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