quinta-feira, 18 de junho de 2026

Que a razão me perdoe - May reason forgive me


Que a razão não seja tão rígida
em sua razoabilidade, até
porque, as vezes, me parecer
razoável eu chorar por um
amor que nunca se deu a me
amar.

Não piso em espinhos por
gostar de me machucar, às
vezes me machuco por
descuido, e outras por não
saber me cuidar.
A paixão, normalmente,
acontece sem ao menos me
avisar.

Que a razão seja razoável o
bastante para conseguir
perdoar as minhas
desventuras, sou um
devaneador empedernido que
em meus devaneios costumo
apaixonar.

Não me perco em meus
devaneios, pelo prazer de não
saber onde caminhar, mas é
somente em devaneios que
vou onde a razão jamais me
permitiria chegar.
A razão há de me perdoar.

 Observador - Chuy, junho de 2026


         &


May reason forgive me

May reason not be so rigid
in its rationality, especially
since, sometimes, it seems
reasonable to me to cry over a
love that never chose to
love me.

I don’t step on thorns because
I like to hurt myself; sometimes
I hurt myself through
carelessness, and other times because I
don’t know how to take care of myself.
Passion usually
happens without even
warning me.

May reason be reasonable
enough to be able to
forgive my
misadventures; I am a
hopeless daydreamer who,
in my daydreams, often
falls in love.

I don’t lose myself in my
daydreams for the pleasure of not
knowing where to go, but it is
only in daydreams that
I go where reason would never
allow me to go.
Reason must forgive me.

                 &

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