Oprofeta

Oprofeta

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Morte




Morte! 
Que ao abraçar-me tu o faça com carinho. 
Faça-o como a amante apaixonada o faz
Quando conduz o seu amado para o leito nupcial.
Que tu morte,  ainda que chegues de repente,
Não sejas brutal, que não me  assustes 
Tomando-me a vida em teu momento de furor.
Morte!
Que ao nos encontrarmos me abraces, 
Me abrace como abraças a um amigo, 
Me abraces com o  mesmo afeto com que fui
Abraçado pela vida quando vim à luz. 
Em nosso encontro morte! Me sorria para 
Que eu não me sinta vestido pela solidão,
E nem sinta saudades do que foi a minha vida.
Que tu morte! Não me seja gélida em tua chegada,
Que ao tomar-me em teus braços não me tortures,
Não judie do meu corpo, e nem maltrate o meu espírito.
Morte! 
Que tu, como início de vida que é,
No momento da minha partida aja como se vida fosse. 
Que tu não me entristeça fazendo chover lágrimas na
Hora da despedida, e que a  minha partida 
Seja sinônimo de discrição.
Morte! 
Que antes de eu passar pela última porta,
Eu possa abraçar todo os meus desafetos
Como abraço os meus irmão.

                      Janeiro 31,2013

                                          *

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Ilusão, ilusão, ilusão



Entender Deus, compreender
Paixão e definir a felicidade,
Ilusão, ilusão, ilusão.

Deus!
Imaginar que conheces Deus
Sendo tu tão pequeno e sendo
Deus o universo, ilusão, ilusão,
Ilusão. Deus vai além do teu
Coração.

Compreender a paixão!
Ilusão, ilusão, ilusão.
Pensar que conheces a paixão
Só por que dormistes algumas
Vezes com ela é ilusão, ilusão,
Ilusão. A paixão é indecifrável.

Felicidade!
Ilusão, Ilusão, ilusão.
Ingenuidade tua, imaginar ser
Capaz de definir a felicidade.
Felicidade! Corpo, sorrisos,
Lágrimas, abraços de partida e
De chegadas, paz, silêncio,
Tudo que assusta o teu coração.

                                    Janeiro 30, 2013

                      *

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Falemos de amor - Let's talk about love



Falemos de amor!
Falemos! Falemos dos
Sorrisos que passeiam
Em teus lábios enquanto
Estes cantam, em versos,
A nossa paixão.
Falemos de amor!
Falemos! Falemos dos
Sonhos que sonhamos
Acordados. Falemos do
Gozo de sonhar em
Teus braços.
Falemos! Falemos dos
Momentos furtivos,
Nos quais rapto o teu
Olhar quando ele
Passeia em devaneios
Em busca dos meus
Devaneios.
Falemos do amor!
Falemos da magia que
Envolve os momentos
Em que ficamos juntos.
Falemos! Falemos sobre
Os nossos corações que
Entregam-se a valsa
Da paixão e dançam
Felizes os momentos
Que passamos juntos.
Falemos. Falemos sobre
As noites que adormeces
Em meus braços
Enquanto o perfume da
Brisa veste os nossos
Corpos, falemos!
                Janeiro 29, 2013

                  *

Let's talk about love


Let's talk about love!
Let's talk! Let's talk about the
Smiles which wander
In your lips while your lips
Sing, in verses,
Our passion.
Let's talk about love!
Let's talk! Let's talk about the
Dreams that we dream
Awaked. Let's talk about the
Wonderful feeling of to
Dream in your arms.
Let's talk! Let's talk about the
Furtive moments which I
Kidnap your look when it
Walks in daydreams
In search of my
Daydreams.
Let's talk about love!
Let's talk about the magic
Which involves the moments,
That we are together.
Let's talk! Let's talk about
Our Hearts that
Surrender to the waltz of the
Passion and dance,
Happy, the moments that
We spend together.
Let´s talk. Let's talk about
The nights in which you fall
Asleep in my arms
While the scent of the
Brisa wear our
Bodies, let's talk about love!

                              January 29, 2013


                *

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Mente mentirosa



Mente mentirosa, mentes
Com tanta convicção que é
Convencida, pela mentira,
Estar falando verdades.
Mente mentirosa! Distorces as
Verdades, as envergonha,
Veste-as de cinza, rouba-lhes
O sorriso deixando-as tristes
Fazendo-as chorar.
Mente doente! Dona de
Verdades vazia, vadia.
Fantasias amargas, peste,
Tropeços, tombos, sorrisos
Curtos, covardes, falsos
Como uma nova mentira.
Mente! Mente mentirosa
Que tem a mentira como
O teu modus vivendis e
Vives. Vives o teatro do horror
Das causas que não tem
Causa, mas que causa a dor.
Mente mentirosa! Vício,
Maldade, jeito perverso.
Mente! Mente que mente, que
Fingindo sorrir morde, faz
Sangrar a carne para ferir o
Espírito e atormenta, cansa,
Amedronta, engana.
Mente! Maldita mente que
Mente até quando desmente
A mentira e mente. Mente
Mesmo quando mente, e 
Mente outra vez.

                                          Janeiro 25, 2013

                      *