quarta-feira, 6 de março de 2013

O que o vento canta - What the wind sings



O vento sopra os meus olhos e a lágrima
que ali se escondia deixa-se rolar sobre a
minha face. 
Nostalgia!
Dias de chuvas, noites frias, a saudade
veste o meu espírito, fere a essência do 
que o amor germina em meu coração. 
O vento canta uma triste canção.

O adeus convida o abandono, cria a 
ideia que de que vou ficar só.  
O silêncio insiste em grita à porta da  
noite em meio ao tormento da solidão. 
A mão gélida do adeus esbofeteia a 
minha face, me obriga a fechar os olhos
para eu não perceber a tristeza da tua 
despedida abraçar o meu coração.

O vento canta! 
O vento canta as melodias que a tristeza 
compõe.  
O meu coração, que tantas vezes bateu 
descompassado sob o afago da alegria da
tua presença, agora chora sob as 
chibatadas da saudade de tudo que vivi 
junto a ti.  
O vento frio da noite canta cantigas que
angustiam o meu coração.

        Mauro Lucio - Brasília, março de 2013.

                         *

What the wind sings


The wind blows my eyes and the tear
that was hiding there rolls down on
my cheek. 
Nostalgia!
Rainy days, cold nights, longing
clothes my spirit, hurts the essence of 
what love germinates in my heart. 
The wind sings a sad song.

The goodbye invites abandonment, 
creates the idea that I will be alone.  
Silence insists on screaming at the door 
of  night amid the torment of loneliness. 
The icy hand of goodbye slaps my face, 
forcing me to close my eyes so I don't 
feel the sadness of your farewell 
embracing my heart.

The wind sings! 
The wind sings the melodies that 
sadness composes.  
My heart, which so often beat out of 
rhythm under the caress of the joy
of your presence, now cries under the 
lashes of the longing for everything 
I lived with you.  
The cold wind of the night sings songs 
that distress my heart.

                       *

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