Morte!
Escapa-me o medo que causas aos viventes,
Escapa-me o entendimento de que não sejas vida.
Morte!
Se como morte fosses o fim, onde iniciaria a
Lógica da vida, do viver?
Se como morte fosses o fim, onde iniciaria a
Lógica da vida, do viver?
Vida!
És atos, fatos, sonhos, desejos dentre desejos,
Possibilidades, eventos, a morte.
És atos, fatos, sonhos, desejos dentre desejos,
Possibilidades, eventos, a morte.
Morte!
Verdade renegada, fato deixado para quando se da.
Morte!
Evento negado até o momento em que ele abraça
A matéria e a leva consigo para o além.
Verdade renegada, fato deixado para quando se da.
Morte!
Evento negado até o momento em que ele abraça
A matéria e a leva consigo para o além.
Longevidade!
Caminho entre os mistérios do que entendemos
Ser a vida.
Razão!
Seria a lógica do viver?
Justiça?
Que justiça existe em o justo viver e morrer da
Mesma forma que vivem e morrem os impios?
Caminho entre os mistérios do que entendemos
Ser a vida.
Razão!
Seria a lógica do viver?
Justiça?
Que justiça existe em o justo viver e morrer da
Mesma forma que vivem e morrem os impios?
Então morte! Livra-te do pavor que atormenta
O espírito dos creem no fim da vida depois da
Experiência de te viver.
O espírito dos creem no fim da vida depois da
Experiência de te viver.
Morte!
És a inteligência, és a discrição do choro mudo,
A profundeza do silêncio do apagar da vida.
És o segredo, o mistério do por do sol.
És a inteligência, és a discrição do choro mudo,
A profundeza do silêncio do apagar da vida.
És o segredo, o mistério do por do sol.
Morte!
A vida sem ti seria enfadonha, os momentos
Seriam sempre uma eternidade.
A vida sem ti seria enfadonha, os momentos
Seriam sempre uma eternidade.
Sem ti morte, os viventes não reconheceriam o
Afago da brisa, nem a delicadeza da flores,
Não veriam nenhum sentido no amanhecer.
Morte!
Ainda que o seu mistério as vezes me assuste,
Ele me encanta. No íntimo do meu cerne creio
Em uma vida só de paz depois de ti.
Morte!
Por que calas quando questionada sobre a vida?
Por que permites que te neguem como vida?
Afago da brisa, nem a delicadeza da flores,
Não veriam nenhum sentido no amanhecer.
Morte!
Ainda que o seu mistério as vezes me assuste,
Ele me encanta. No íntimo do meu cerne creio
Em uma vida só de paz depois de ti.
Morte!
Por que calas quando questionada sobre a vida?
Por que permites que te neguem como vida?
Morte!
Realidade que transcende as verdades
Conhecidas e transforma verdades em mistérios.
Morte!
Medo, pêsames, despedidas, reflexões.
Morte!
Lágrimas, fim das feridas, das dores, a vida
Afinal!
Morte.
Realidade que transcende as verdades
Conhecidas e transforma verdades em mistérios.
Morte!
Medo, pêsames, despedidas, reflexões.
Morte!
Lágrimas, fim das feridas, das dores, a vida
Afinal!
Morte.
O Observador - Brasília, julho de 2013.
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*
Death is life
Death!
I cannot grasp the fear you instill in the living,
I cannot grasp the realization that you are not life.
Death!
If, as death, you were the end, where would the
logic of life, of living, begin?
Life!
You are acts, facts, dreams, desires among desires,
possibilities, events, death.
Death!
A truth denied, a fact left for when it comes to pass.
Death!
An event denied until the moment it embraces
Matter and carries it with it to the beyond.
Longevity!
A path through the mysteries of what we understand
To be life.
Reason!
Is it the logic of living?
Justice?
What justice is there in the righteous living and dying
In the same way that the wicked live and die?
Then death! Free yourself from the dread that torments
The spirit of those who believe in the end of life after
The experience of living you.
Death!
You are intelligence, you are the discretion of silent tears,
The depth of silence as life fades away.
You are the secret, the mystery of the sunset.
Death!
Life without you would be tedious; moments
Would always feel like an eternity.
Without you, Death, the living would not recognize the
caress of the breeze, nor the delicacy of flowers;
they would see no meaning in the dawn.
Death!
Though your mystery sometimes frightens me,
it enchants me. Deep within my very core, I believe
in a life of nothing but peace after you.
Death!
Why do you remain silent when asked about life?
Why do you allow yourself to be denied as life?
Death!
A reality that transcends known truths
And transforms truths into mysteries.
Death!
Fear, grief, farewells, reflections.
Death!
Tears, the end of wounds, of pain—life
At last!
Death.
*

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