sexta-feira, 7 de junho de 2013

O sim e o não - The yes and no




Pedido entre o sim e o não me
Apego às dúvidas e estas, de
Tempo em tempo, me entregam
A indecisão.
Ouço os argumentos do não,
Negando a sua existência. 
Ele Nega, nega com tal veemência,
Que quase acredito em sua
Inocência.
O sim, com o qual me defronto 
Agora, não é o sim de um só 
Sentido como conheço. o sim de 
Agora argumenta comigo, é 
Arrogante e desdiz as verdades 
Com as quais me convenceu à 
Aceita-lo como "sim".
Me contorcendo em dúvidas,
Argumento a validade do sim
E do não.
Para que servem estas palavras
Que se negam, sempre que
Preciso delas?
Decepcionado com a negativa d
Não e a vulgaridade do sim, m
Dou  por vencido e acredito nas 
Mentiras que zombam da minha 
Inocência.
As mentiras não enganam, são
Mentirosas e, negar as suas mentiras
É a regra das suas vidas. 
As mentiras não me decepcionam e,
Se me enganam é por que me 
Permito ser enganado.
São mentiras, são mais honestas que
O sim e o não.
                            Junho 07, 2013

                         * 



The yes and no
 

Lost between the yes and the
No, I take the doubt as my
Refuge and, because of it, the
Doubts, time from time, drive
Me into indecision.
I hear the arguments of the
"No" denying his existence.
He denies, denies with such
Vehemence, that I almost
Believe in its innocence.
The "yes", with which I face
Now, is not like the one that
Has only one sense, the one
That I use to know. The "yes"
I have in front of me now
Argue with me, it is a kind
Of arrogant one, it mistrust
The truths which
Persuaded me to accept
Him as a "yes".
Writhing in doubt,
I argument with myself the
Validity of the "yes" and the
 "no". What are these words
For if  they denies each other
Whenever I need them?
Disappointed with the no´s
Negative and the yes´s
Vulgarity, I give up of them
And I start to believe in the
Lies, the lies that mock of
My innocence.
The lies do not deceive me,
They are liars and, to deny
Their lies is the rule of their
Lives. The lies do not
Disappoint me and if  they
Deceive me it is because I
Allow myself to be fooled.
The lies are liars, for stance
They are more sincere than
The "yes" and the "no".

                                        June 7, 2013

             *
 


Te esperando



A ansiedade assume o controle e me descontrola.
Descontrolada esmurra o meu peito e assustado
O meu coração dispara.
Te esperando, em dueto, os meus pés tamborilam
No chão enquanto minhas mãos, impacientes,
Dedilham sobre a mesa numa manifestação que
Contestam a tua demora.
Estás demorando? 
Não! Não está! 
Talvez nem estejas atrasada, mas a ansiedade te 
Atrasa e torna a minha paciência impaciente. 
Então os meus pés tamborilantes tamborilam
Desesperadamente no chão.
Te esperando, ansiosos os meus olhos te buscam,
Tentam te reconhecer em cada rosto que chega.
São tantos os rostos chegantes que tenho medo de
Te reconhecer em outro rosto que não seja o teu.
Irado, um pensamento entediado resmunga:
- Se ela tivesse que vir já teria chegado! 
Não  perca o teu tempo esperando-a! 
Diz ele desanimado. - Ela não virá!
- Desesperado, um sentimento recém-nascido,
Ansioso por viver diz em tom conciliador:
- Espera mais um pouco, ela virá!
Então, com muita vontade de te conhecer, te
Espero um pouco mais. A minha decisão de te
Esperar irrita a ansiedade que não aceita esperar
Mais.
A hora combinada já chegou, passou, esvaiu-se
No tempo.  Irritada a decepção me tortura, me
Machuca, contesta e contesta.
– Tímido, temeroso diante do destempero da
Decepção que ameaça romper os limites da
Paciência, o sentimento recém-nascido
Manifesta-se outra vez dizendo:
- Espere só um pouco mais! 
Não desista!
Ainda que ela não venha, vale a pena esperar.
O tempo passou, os meus olhos cansados de te
Procurar em meio aos rostos chegantes
Resignaram-se. 
A ansiedade transformou-se em frustração e esta, 
Percebendo a minha tristeza, tomou-me em seus 
Braços e tirou-me daquele lugar.
Na saída, num último gesto de esperança, olhei para
Trás com te procurando quando então um sorriso
Perdido em meio aos sorrisos, me sorriu e disse-me:
- Melhor assim, se ela te quiser irá te procurar.

                                                                                   Junho 07, 2013

                                      *



segunda-feira, 3 de junho de 2013

Os trâmites do que está por vir.



Cético, ressabiado com as coisas da vida, rebato
As ideias preconcebidas e, abraçado ao bom
Senso espero a inteligência ditar os trâmites do
Que esta por vir.
O bom senso, confundido com a covardia,
Censura os pensamentos repreendendo os
Mais obtusos, até que estes encontrem a razão.
Encontrada a razão e tomado de certezas, sem
Ser prepotente, o pensamento apaga a luz e,
Misturado ao mistério da escuridão, imagina ser
O cerne das evidências que mostram o não
Óbvio e admite existir o medo.
Os medos repelem as ideias inúteis e vingam,
Vivem e sobrevivem às coisas e desafiam a
Minha coragem, há muito reticente.
Observo e rejeito as ideias que querem me
Convencer de que a fé é desnecessária. Incauto
Me deixo iludir pelo entendimento de que, como
Humano sou pecador e, como pecador devo
Pecar e,  tendo pecado, devo busca do perdão
Em sua fonte e então peco mais uma vez.
Peco mas o arrependimento é inclemente, ele 
Não perdoa. Arrependido, com alguma inveja,
Observo a lua que sem luz própria ilumina 
Majestosamente à noite com a qual namora 
Sem perder suas virtudes.
Diante da imensurável pureza da lua sinto-me
Extremamente pequeno e me espanto com a
Facilidade com que me dou ao pecado. 
Entendendo a minha real importância no
Universo temo ser ignorado por este.
Tomado pelo pecado discuto o entendimento
De que a vida nada tem a ver com o que penso,
Até porque, o que penso é o que vivo.
Cético não permito que o entendimento de que
O fim da vida significa o fim de tudo, por que
De tudo que me foi dito sobre a vida, nada me
Não explica, de forma convincente, o que
Transcende a matéria.
Rebato as ideias preconcebidas e, abraçado
Ao bom senso, espero a inteligência ditar
Os trâmites do que estar por vir.
                                                Junho 03, 2013

                                *



As minhas loucuras. - My crazy moments.

Não vivo as minhas loucuras como um louco. Se me desse tomar as minhas loucuras por guia, sorriria quando tomasse a minha vida por vadia. As...