domingo, 15 de janeiro de 2012

Ao pé da Cruz - By the Cross



Através da janela do meu coração vejo,
em frente a uma velha Igreja, 
uma Cruz abandonada.
Da janela do meu coração já 
testemunhei muitas lágrimas serem 
derramadas, muitas promessas serem 
feitas ao pé da velha Cruz, mas 
passado as dificuldades, foram jogadas
no esquecimento.
Através da janela do meu coração 
assisto a decepção açoitar 
impiedosamente na velha Cruz,
tentando convencê-la a abandonar os 
pedidos que lhe foram feitos pelos 
crentes em seus momentos de 
desespero mas Ela se mantém fiel.

Através da janela do meu coração vi 
e aprendi que; apesar de não abandonar
ninguém, a Fé é constantemente 
abandonada por todos.
Aprendi que o Amor, ainda que 
amando incondicionalmente, é traído,
é desprezado.
Observei, também, que o ódio que 
desconhece limites vive incrustado
no espírito de muitos que dizem 
conhecer o amor.
Da janela do meu coração observei 
que a velha Cruz, no abandono em 
que a atiramos, assiste angustiada a 
nossa ingratidão e chora a sua 
solidão.

Através da janela do meu coração vejo
o Amor, ajoelhado ao pé da velha 
Cruz abandonada, chorar às 
promessas de amor eterno que lhes 
fizemos.
Da janela do meu coração assisto o 
esquecimento abraçar a velha Cruz, 
conforme a abandonamos em sua 
solidão.
Da janela do meu coração observei 
que corações felizes e satisfeitos 
esquecem a gratidão aprendem a 
ingratidão.
Através da janela do meu coração 
vejo a tristeza devorando o coração
angustiado da velha Cruz e, triste, 
choro com Ela a sua imensa dor.

 O Mensageiro -  Chuy, janeiro de 2012


                *

By the Cross

Through the window of my heart I see, 
in front of an old Church, 
an abandoned cross. 
By the foot of that cross lots of tears
were dropped, many promises were 
made in moments of grief and
despair and then thrown away in 
oblivion, place in which everything in 
life is thrown. 
Through the window of my heart
I watch the wind beating unmercifully 
the old Cross, trying to convince it to 
forget the request that were made at its
foots, but despite all deceptions 
suffered the old Cross, in its isolation,
remains faithful to those who trusted 
in it.

Through the window of my heart 
I saw and I learned that: despite do not
abandoning anyone, Faith is 
constantly abandoned by everyone. 
I learned that Love, even loving 
unconditionally, is betrayed, is 
despised. 
I also watched that hate does not know
limits it lives embedded in the spirit 
of many that claim to love.
From the window of my heart I saw
that the old Cross, in the abandonment
that we threw it, watches afflicted our
ungratefulness and cries its loneliness.

Through the window of my heart I see 
Love sitting next to the abandoned 
Old Cross, crying the promises of 
eternal love that we have made to it
and then forgot as we were given the 
graces that we have asked for. 
From the window of my heart I
watched that happy and satisfied 
hearts forget Love and learn
ungratefulness. 
Through the window of my heart 
I see sadness destroying  troubled 
heart of the old Cross and sad, 
I cry with the old abandoned Cross it 
its enormous pain.

  Translated by Larissa Abreu


              *

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O que é falado pouco importa, o importante é o silêncio, e o que ele guarda. As palavras até podem ferir, mas nada assusta mais que silêncio...