em frente a uma velha Igreja,
uma Cruz abandonada.
Através da janela do meu coração vi
Da janela do meu coração já
testemunhei muitas lágrimas serem
derramadas, muitas promessas serem
feitas ao pé da velha Cruz, mas
passado as dificuldades, foram jogadas
passado as dificuldades, foram jogadas
no esquecimento.
Através da janela do meu coração
Através da janela do meu coração
assisto a decepção açoitar
impiedosamente na velha Cruz,
tentando convencê-la a abandonar os
tentando convencê-la a abandonar os
pedidos que lhe foram feitos pelos
crentes em seus momentos de
desespero mas Ela se mantém fiel.
Através da janela do meu coração vi
e aprendi que; apesar de não abandonar
ninguém, a Fé é constantemente
abandonada por todos.
Aprendi que o Amor, ainda que
Aprendi que o Amor, ainda que
amando incondicionalmente, é traído,
é desprezado.
Observei, também, que o ódio que
Observei, também, que o ódio que
desconhece limites vive incrustado
no espírito de muitos que dizem
conhecer o amor.
Da janela do meu coração observei
Da janela do meu coração observei
que a velha Cruz, no abandono em
que a atiramos, assiste angustiada a
nossa ingratidão e chora a sua
solidão.
Através da janela do meu coração vejo
Através da janela do meu coração vejo
o Amor, ajoelhado ao pé da velha
Cruz abandonada, chorar às
promessas de amor eterno que lhes
fizemos.
Da janela do meu coração assisto o
Da janela do meu coração assisto o
esquecimento abraçar a velha Cruz,
conforme a abandonamos em sua
solidão.
Da janela do meu coração observei
Da janela do meu coração observei
que corações felizes e satisfeitos
esquecem a gratidão aprendem a
ingratidão.
Através da janela do meu coração
Através da janela do meu coração
vejo a tristeza devorando o coração
angustiado da velha Cruz e, triste,
choro com Ela a sua imensa dor.
O Mensageiro - Chuy, janeiro de 2012
*
O Mensageiro - Chuy, janeiro de 2012
*
By the Cross
Through the
window of my heart I see,
in front of an old Church,
an
abandoned cross.
By the foot of that cross lots of tears
were dropped, many
promises were
made in moments of grief and
despair and
then thrown away in
oblivion, place in which everything
in
life is thrown.
Through the window of my heart
I watch the
wind beating unmercifully
the old Cross, trying to convince it
to
forget the request that were made at its
foots, but despite all
deceptions
suffered the old Cross, in its isolation,
remains
faithful to those who trusted
in it.
Through the
window of my heart
I saw and I learned that: despite do not
abandoning
anyone, Faith is
constantly abandoned by everyone.
I
learned that Love, even loving
unconditionally, is betrayed, is
despised.
I also watched that hate does not know
limits it lives
embedded in the spirit
of many that claim to love.
From the
window of my heart I saw
that the old Cross, in the abandonment
that we threw it, watches afflicted our
ungratefulness
and cries its loneliness.
Through the
window of my heart I see
Love sitting next to the abandoned
Old Cross, crying the promises of
eternal love that we have made
to it
and then forgot as we were given the
graces that we have
asked for.
From the window of my heart I
watched that
happy and satisfied
hearts forget Love and learn
ungratefulness.
Through the window of my heart
I see sadness destroying troubled
heart of the old Cross and sad,
I cry
with the old
abandoned Cross it
its enormous pain.
Translated
by Larissa Abreu
*
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