A!
Como quero o que quero quando vago perdido em meus
Como quero o que quero quando vago perdido em meus
Pensamentos.
Quanto sofro ouvindo dos outros os seus lamentos e
Quanto sofro ouvindo dos outros os seus lamentos e
Lamento.
Lamento o tempo que perco me preocupando com
Coisas que não têm nada a ver comigo.
Lamento o tempo que desperdiço buscando verdades
Que, além de não serem verdades, com o passar do
Tempo mentem para mim.
Como eu quis o que quis sem entender que o que eu
Queria não estava destinado a mim.
Como eu quis viver a vida que nunca tive sem
Perceber que a vida que eu queria não havia sido
Destinada a mim.
Como quis!
Como quis que o vento que sopra no fim da noite,
Soprasse chamando o meu nome, só o meu nome.
Como quis que o vento esquecesse o teu nome e que
Como quis!
Como quis que o vento que sopra no fim da noite,
Soprasse chamando o meu nome, só o meu nome.
Como quis que o vento esquecesse o teu nome e que
Só soprasse para mim.
Ah!
Quanto eu quis que quando o sol brilhasse não
Quanto eu quis que quando o sol brilhasse não
Mostrasse os meus pecados.
Quanto quis que quando os anjos cantassem, não
Cantassem o que há de perverso em mim.
Quanto sonhei ser banhado pela chuva sem que
Essa me molhasse e, quanto desejei que o frio da
Despedida nunca ficasse em mim, eu
quis.
Quanto eu quis que os meus dias de alegria
Nunca chegassem ao fim.
Ah!
Quanto quero ver o hoje se tornando no ontem, e o
Quanto quero ver o hoje se tornando no ontem, e o
Amanhã chegar para ficar comigo.
Quanto quero não me encontrar vagando sozinho,
Quando vagar perdido em meus pensamentos.
Quando vagar perdido em meus pensamentos.
Como gostaria de não sofrer ao ouvir os lamentos
Dos outros, e sem desgosto, esboçar o sorriso que
Emanará a luz que destruirá a os sofrimentos.
Ah! Como eu queria que a chuva do amor brotasse
De mim, eu queria, eu quero muito!
...
O Observador-Brasília, maio de 2012
*
How I wished
Ah!
How I want what I want when I wander lost in my
Thoughts.
How much I suffer listening to others’ complaints and
I regret.
I regret the time I waste worrying about
Things that have nothing to do with me.
I regret the time I squander searching for truths
That, besides not being truths, as time goes by,
Lie to me.
How I wanted what I wanted without understanding that what I
wanted wasn’t meant for me.
How I wanted to live the life I never had without
realizing that the life I wanted hadn’t been
meant for me.
How I wanted it!
How I wanted the wind that blows at the end of the night
to blow, calling my name—only my name.
How I wished the wind would forget your name and
Blow only for me.
Ah!
How I wished that when the sun shone, it wouldn’t
Reveal my sins.
How I wished that when the angels sang, they wouldn’t
Sing of what is wicked within me.
How I dreamed of being bathed by the rain without
It wetting me, and how I wished that the chill of
Farewell would never linger in me—that’s what I wanted.
How I wished that my days of joy
Would never come to an end.
Ah!
How I want to see today become yesterday, and
Tomorrow arrive to stay with me.
How I wish I wouldn’t find myself wandering alone,
When I wander lost in my thoughts.
How I wish I wouldn’t suffer when hearing the lamentations
Of others, and without sorrow, sketch a smile that
Will radiate the light that will destroy all suffering.
Ah! How I wish the rain of love would spring forth
From me—I wished for it, I wish for it so much!
...
*

A chuva de amor nos molha quando menos percebemos, nos embebedeçe, deixando-nos à deriva de sentimentos sem controle, como se esstivessemos sonhando... Que pena! Quando acordamos ainda recordamos o sonho, e, continuamos sonhando o que não aconteceu e que talvez não venha a acontecer... Que pena! Se não sonharmos não viveremos!!!
ResponderExcluirÉ verdade meu(minha)estimado(a)! A vida nos força a vive-la do jeito que ela é e não da forma que gostariamos de vivê-la. É a vida e seus caprichos. Obrigado pelo comentário.
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