domingo, 19 de fevereiro de 2012

Esquecimento eterno.




Lá onde o distante, bem distante de tudo que os viventes
Imaginam o distante ser, reside a ideia tola de que tudo 
Nesta vida acaba, de que tudo tem fim. 
Não! Não é assim.

Nada tem fim, nada acaba, nada se transforma em nada.
O distante, por mais distante que seja, está sempre perto
De algo, de alguém ou algum lugar ainda que seja perto
Do fim.

Um pensamento, por mais distante que possa voar, 
Jamais alcançará a distância que separa o aqui de lá.
Voando nas asas da imaginação o pensamento desliza a
Uma velocidade capaz de, em segundos, ir e voltar á/da
Loucura. Imaginemos a que distância!

Lá, onde nem em devaneios consigo chegar, vive a 
Ideia tola  do fim. 
Lá, onde o distante repousa, tudo ganha um sopro de 
Vida para continuar, para ter nova chance de 
Melhorar, de piorar, ou até mesmo de não acontecer.

Lá no distante onde, em pensamentos, vou 
Constantemente há uma sala para reflexão. 
Esta é a sala onde a vida vivida é repensada até alcançar
O entendimento do que entendemos ser a vida.
 
Lá no distante, imerso no silêncio da sala de reflexão, 
Os viventes encontram a alegria, o amor, os sorrisos 
Perdidos aqui.
Esta sala é a ante sala do prosseguimento.

Na distância, lá onde a noite se encontra com o dia, há 
Uma luz que se acende imediatamente após outra luz se
Apagar. 
É a experiência de aprender entender os fatos da vida.

Nesse ponto da vida, o meu devanear encontra o limite
Da insanidade ao se deparar com a vida, ali sentada 
Esperando pacientemente a sua vez de dar e receber o 
Seu veredicto. 
A vida nunca gostou de esperar por nada e nem por 
Ninguém. 

Lá, onde os viventes acreditam tudo se acabar,  os 
Pensamentos se confundem, se sentem limitados. 
Os pensamentos sentem suas asas podadas, sentem-se 
Impedidos de voar. 
Resmungam onde não adianta resmungar.

Lá no distante, onde nem o distante é permitido chegar,
Tudo ganha nova vestimenta, tudo começa do novo, do
Nada. 
Lá é onde as lembranças caem no abismo do 
Esquecimento eterno. 

                                                          Lido da Silva

                                    *


terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Para Whitney Houston - To Whitney Houston



Como uma gota d’água soprada ao vento partiste.
Partiste! 
Como as essências dos perfumes misturam-se
Ao nada e despedem-se sem dizer adeus, me
Deixastes. 
Partistes após vestir-me com a dor da saudade, 
Foste. 
Partiste deixando o meu coração  imerso no 
Vazio frio, sem o calor da tua linda voz.
A tua voz plantou a beleza do teu sorriso em meu
Coração, dançou com a minha paixão, agarrou-se
Em mim e ficou, ficou em tudo que sou, em tudo
Que é meu.

Tal qual a vestimenta dos perfumes, a tristeza 
Envolveu o meu coração e me diz que de teus 
Lindos lábios jamais ouvirei novas canções. 
As minhas lágrimas, trajando luto, em procissão
Pisoteiam o meu rosto enquanto os meus olhos 
Vestidos de tristezas não percebem o sol que 
Ilumina tudo em minha volta e sinto frio.
A certeza da despedida, zombando da minha dor
E não se importando com a minha tristeza, grita 
Que a minha amada Witney Houston partiu e 
Nunca  mais voltará.

Como as nuvens que se dissipam ao soprar dos 
Ventos, a tua voz se perdeu de mim, me abandonou.
Sem perceber as minhas lágrimas de dor e tristeza
A tua voz se fez vapor, dissipou-se, partiu. 
Como o por do sol, o teu sorriso deixou de sorrir 
No meu dia a dia, como a morte a sua voz calou e 
Me fez mudo, me deixou sem o teu lindo cantar. 
Como a água da chuva que é tragada pelo chão 
Sedento foste abraçada pela terra e tudo acabou, 
Acabou assim, em saudades.

     Lido da Silva - Brasília, fevereiro de 2012.

                     *


To Whitney Houston


As a straw blowing in the wind you have gone. You have
Gone! As the essences of perfumes mingle with nothing
And go without say goodbye, you left me. You have gone
Away after dressing me with the pain of the nostalgia,
You have gone. You left me, leaving my heart immersed
In a cold emptiness without the warmth of your beautiful
Voice. Your voice has planted the beauty of your smile in
My heart, it has danced with my passion, clung on me and
Did stay, it stay in all that I am, in everything that are
Mine.

Like the perfume’s dress, the grief involves my heart and
Tell me that I will never hear again news songs comes
From your beautiful lips. My tears, dressed in mourning,
In procession trample on my face while my eyes dressed
In sorrows do not realize that the sun illuminates
Everything around me and it is cold. The certainty of
Farewell, mocking of my pain, and not caring about my
Sadness cry that my beloved Whitney Houston has gone
And will never come back to me.

Like the clouds that dissipate in the air blowing by the
Winds, your voice got lost in me, it leaves me without
Realizing my tears of pain and sorrow. As the sunset,
Your smile stop to smile in my day and like death, your
Voice got silent and made me dumb, your voice left me
Without your beautiful songs. As the rainwater that is
Swallowed by the thirsty ground, you were embraced by
Earth and everything was over, all has gone, just like the
Nostalgia.

                              *

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Eu vejo anjos



Eu vi um anjo! 
Vi a plenitude do amor em todos os corações.
Eu vi um anjo! 
Eu vi na chuva que ofereceu-se para saciar a 
Sede da terra ressecada, vi no sol inclemente
Que se escondeu atrás das nuvens para 
Preservar a beleza das flores, um anjo.
Eu vi um anjo!
Eu vi no sorriso inocente do recém nascido o
Amor, e vi no amor um recém nascido 
Estendendo-me os braços.

Eu vi no olhar que buscava o meu olhar
Suplicas de perdão, um anjo.
Vi no amor abraçando a emoção um encontro
De amantes. 
Vi no brilho da lua, enquanto esta admirava o
Bailar da estrelas, um anjo. 
Eu vi um anjo! 
Presenciei o amor afagar as primeiras horas
Do amanhecer, antes de ir ao encontro do sol.

Eu vi um anjo!
Vi no meu despertar para o evento de um 
Novo dia um anjo. 
Vejo o amor ao ouvi rouxinol declamando os
Lindos poemas da escritura sagrada.
Vejo o amor no cantarolar do vento que canta
Baixinho lá fora as mais lindas canções. 
Vi o amor, contagiado pelo lindo declamar do
Rouxinol.
Vi o amor render-se á beleza da vida e 
Declarar á sua devoção eterna ao Criador.
Eu vi um anjo! 
Vejo anjos quando observo corações 
Verdadeiramente arrependidos buscarem o
Perdão.
Sim!
Eu vejo anjos.

                                                   Lido da Silva



                         *


quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Um abraço - A hug



Em um abraço apaixonado entrelaço sentimentos
Que, adormecidos no tempo, quase os esqueci.
Perdido nos detalhes da vida sem saber como
Aconteceu, encontrei o amor e me enamorei.
Sonhos floriram, a lua ressurgiu em minhas 
Noites que até então eram escuras, frias e vazias.

O amor me envolveu e em entrelaço de rosas, 
Jasmim, perfumes, músicas, noites e madrugadas,
Me apaixonei.
A brisa amanhece em meus braços que abraçam 
Um abraço apaixonado, estou amando, sou feliz.
Aconteceu!
Encontrei um olhar que me olha com doçura, que
Beija o meu espírito com ternura e da vida ao meu
Coração. 
Aconteceu! Foi assim.

Num abraço que difere de um simples abraçar, 
Fui enlaçado por um sentimento que há muito 
Ansiava experimentar. 
Experimentei a alegria que em meio às 
Tempestades me abandonaram. 
Sou feliz!
Reencontrei o amor e estou amando, estou 
Vivendo a emoção de rever as cores das flores, 
Dos sonhos e das fantasias.
Aconteceu! 
Acredito que posso amar.

                                          Lido da Silva

  
                          *


A hug


In a passionate embrace, webbing feelings which,
Asleep at the time, I almost forgot them.
Lost in the details of life, without knowing how it
Happened, found love and I fell in love.
Dreams bloomed, the moon rose in my nights
Which, until then, were cold and empty.

The love enveloped me again, and in a web of
Roses and jasmine, scents, music, nights and dawn,
The breeze dawn in my arms that embrace a
Passionate embrace, I'm happy. It happened!
I found a look that looks at me with sweetness,
Which kisses my soul with tenderness and give life
To my heart. It happened! That was it.

In an embrace that differs from a simple hug, I was
Embraced by a sense that a long time I did not
Experienced it. I experienced the joy that in the
Midst the storms left me. I am happy, I rediscovered
The love and I'm loving, I'm living the thrill of
Reviewing the colors of flowers, the color of the
Dreams and the fantasies. It happened! I believe
I can love.


                           *


terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

É absoluta - Absolute


A razão, como uma folha seca solta ao vento, sobe.
Ela sobe e sobe mas, de repente, em queda brusca,
Paira no ar,
Solta no ar, sem interferências alguma, a razão se
Faz absoluta.
Sendo absoluta, como pedras atiradas por 
Pensamentos furiosos, a razão magoa, ela fere. 
A razão, ainda quando proveniente de sentimentos 
Odiosos, é a razão e como tal, sobrevive às
Tempestades de dúvidas. 
Inteligente, prudente e sábia a razão espera o 
Momento exato para se manifestar.

Soprada como uma bola de feno ao vento, a razão
Queima quando em atrito com razões doentias. 
Como todos os seres do sexo feminino a razão é
Sutil.
Ainda se inconsciente a razão não perde o senso da
Crítica, e em momentos adversos pondera.
Quando diante dos percalços da vida, sendo uma 
Dama, a razão se comporta como as mulheres se 
Comportam diante do espelho, linda, pura e altiva. 
Como folha seca solta ao vento, a razão sempre 
Que confrontada, se permite conduzir pelo bailar 
Da circunstância e com a sabedoria do silêncio
Filosofa sobre a beleza do raciocínio lógico e o
Fascínio das razões.

Como o céu que escurece repentinamente quando 
Coberto pelas nuvens que antecedem as 
Tempestades, a razão cala, retrai-se sabiamente e 
Espera a lucidez reinar novamente para se 
Manifestar.
Como a lua soberana no meio da escuridão, a razão
Se impõe, faz valer a sua sensatez e impede que a 
Desarmonia sufoque os acordos feitos nos 
Momentos de paz.
Ponderada a razão nunca grita, mas ainda assim o
Seu grito se faz ouvir pelos ouvidos que se fazem 
De moco.

   Habacuc - Brasília, fevereiro de 2012


                          *


Absolute 


The reason is like a dry leaf loose in the wind. It goes up,
Goes up and up, suddenly, it hovers and slump in the air.
There, without interference, it makes itself absolute. Absolute
As stones thrown by angry thoughts, the reason hurts, it hurts.
The reason, even from hateful feelings, it is the reason and as
Such, survives the storms of doubt. Intelligent, prudent and
Wise, the reason wait for the right moment to make itself
To count.

Blown as a hay ball in the wind, the reason burns when
Colliding with unhealthy reasons. As women, the reason is
Subtle and, though unconscious, do not lose its critical sense
In adverse times. The reason facing a mishap of the life, which
As female, behaves as women behave in front of a mirror,
Beautiful, pure and innocent. Like a dry leaf loose in the wind,
Penetrates into the wisdom of the silence and philosophizes
About the beauty of the reasoning and the fascination of the
Reasons.

As the sky darkens suddenly covered by clouds before the
Storm, the reason gets silent, withdraws wisely and waits for
The sun to shine again, when it finds itself exposed to situation
Not well explained. Like the moon sovereign in the middle of
The darkness, the reason prevails, makes it worth your sanity
And prevent the disharmony to kill the promises that was made
In times of peace. Weighted, the reason does not cry, though its
Scream is heard by the ears those pretend to be deaf.


                            *

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Rio guandu - Guandu river



Sentado à varanda do tempo, contemplando a beleza
do silêncio da noite, me permitindo devanear e viajo.
Viajo!
Vou me encontrar em algum lugar guardado no 
esquecimento e lá, me deparo com o menino "eu" 
brincando às margens do rio guandu, onde vivi os
primeiros anos da minha infância.

Diante do meu olhar infantil, aquele lugarejo parecia
imenso, tão grande que fazia me sentir como um 
grão de areia.
Lá, onde só consigo chegar em pensamentos, é o 
lugar em que céu se curva sobre as águas do guandu
ansioso por toma-la em seus braços.  

Lindas flores ornamentavam as margens do rio 
guandu, quando da minha infância. 
Sempre que estávamos só, o guandu e eu, 
conversávamos sobre tudo e todos que viviam à sua
volta. 
Eu conversava com os pássaros e com os insetos 
que passeavam, alegremente, beijando e cheirando
às flores. 

Ao amanhecer o rio guandu me falava de como
eram passadas as suas noites com a lua.
Ele me falava das serestas sob o luar, e dos 
amantes que, às suas margens iam namorar.
Ele, também, me falou como o sol, certa vez, 
quase o secou.
O sol estava irado de ciúmes, desconfiado de um 
romance seu com a lua.  
Nessa ocasião o sol quase o matou de sede.
 
À noite, em meio a sinfonia da mata, eram as 
canções do guandu que embalavam o meu sono.
Menino de imaginação fértil, eu enterrava às
margens do guandu as histórias e recordações 
que imaginava um dia poder reviver.
Agora, sentado à varanda do tempo, me permito 
devanear e, em devaneio, vou ao encontro do 
que enterrei nas areias do guandu e lá revivo à
minha primeira infância.

             Lido da Silva, Brasìlia, fevereiro de 2012

                                *


Infância perdida - Lost childhood


Perdido em um passado que ainda é muito presente em mim,
Vivi uma infância que nenhuma criança deve viver.
Os meus dias no orfanato não eram dias, eram noites 
Infindáveis, noites de torturas, de pesadelos e medos, muitos
Medos!
Acho que o amor nunca visitou aquele lugar horrendo.
Acredito que o amor viajava nos bondes que eu, sentado do 
Lado de dentro daqueles muros horrives, com o coração
Transbordando tristezas, assistia passar.
Assistia sonhando com o dia em que um daqueles bondes me
Levaria para a felicidade, me levaria para a minha casa, para
A casa que eu não tinha.

Eu, na inocência dos meus cinco anos de idade, questionava:
Que pecado terei eu cometido para ser condenado a viver
Aquele inferno?
Ninguém nunca me respondeu esta pergunta.
Somente os pesadelos conversavam comigo.  Eles me diziam
Que eu nunca sairia daquele lugar e que as minhas noites
Tenebrosas jamais teriam fim.
O tempo passou, o esquecimento enxugou as minhas lágrimas
Mas não curou as feridas que o orfanato abriu em meu 
Espírito.
Em minhas angustias nunca saí daquele inferno, os mesmos
Pesadelos que me torturavam na infância me atormentam nos
Dias de hoje. 
Ainda sou acordado no meio da noite pelos gemidos do meu
Espírito, que agoniza sob o sofrimento que vivi naquele
Inferno.

O tempo  cicatrizou as feridas abertas em meu corpo porem as
Que feriram o meu espírito ainda sangram.
As minhas feridas sangram, sufocam a possibilidade de eu ver
Beleza e/ou de eu acreditar na bondade dos seres humanos.
Foram anos de torturas e sofrimentos, estórias incontáveis,
Medos que transformaram-se em pesadelos que ainda hoje me
Acordam no meio da noite somente para me amedrontar.
Em um passado que ainda hoje é muito presente no meu dia a
Dia, vivo uma infância que criança alguma deveria viver.
Vivi uma infância de medos e sustos, muitos medos, muitos
Sustos!
Vivi uma infância que impede qualquer ser humano de  crescer.


                                        *


Lost childhood


Lost in a past that never stopped being present in me,
I lived a childhood that no child deserves to live. My
Days in the orphanage wasn’t days, it was endless
Nights, nights of torture, nightmares and fears, lots of
Fears! Love never got into that place. I think love
Travelled in trolleys that I, sitting inside those
Horrible walls I, with my heart full of sadness,
Watched it passing by, dreaming with the day that
One of it would take me home, a home that I did not
Have.

I used to question: What sin could I have committed for
To be condemned to live in such hell? No one ever
Answered me, only sins talked to me, they’d tell me
That my scary nights would never have an end. Time
Has passed, forgetfulness dried my tears but did not
Cure the wounds that the orphanage opened in my spirit.
Sometimes I feel like I never left that horrible place, the
Nightmares that used to torture me in the past, are the
Same that torture me today, I’m still woken up in the
Middle of the night by the moaning of my spirit that
Agonizes from the pain I lived in that terrible place.

The wounds opened in my body have healed but, the
Wounds that hurt my spirit are still bleeding. They bleed
And kill with it poison the possibility of me to see the
Beauty and to believe in the kindness of the human
Being. It has been years of torture and pain, countless
Stories, fears that turned into nightmares that today still
Wake me up in the middle of the night to scare me.
In a past is still very present in my daily life, I lived a
Childhood that no child should live. It was a childhood
Of fears and frights, many frights! A childhood that stops
Any human being from growing up.
                                           

                                                                   Translated by Larissa Abreu

                                *

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Falsas promessas - False promises


Envolvo-te em meus pensamentos e, com
A falsa promessa de que te amarei para 
Sempre,  te ofereço um amor que sei que 
Não tenho.
Fingida; finges acreditar em minhas 
Promessas e aceitas o amor que te oferto,
Prometendo entregar-me o teu coração.

Mentiras! São mentiras! Mentiras.
Como tudo entre nós dois, as nossas 
Declarações de afeto mútuo não passam
De mentiras. 
Mentiras!
Envolvemos um ao outro em nossas 
Mentiras e com essas mentiras, mesmo
Sabendo que nunca haverá sinceridade 
Entre nós dois, vivemos.

Envolves-me em teus pensamentos e com
A falsa promessa de que me amarás para
Sempre, oferta-me um amor que sabes 
Que não tens. 
Fingido; finjo acreditar em tua promessa
E aceito o amor que me ofertas, 
Prometendo entregar-te o meu coração.


                                            Lido da Silva

 
                                 *



False promises


I get you involved in my thoughts, and with
The false promise that I'll love you forever, I offer
You a love that I know I have not. Pretender: you
Pretend to believe in my promises and accepted
The love that I offer to you promising to give me
Your heart.

Lies! These are lies! Like everything in
Between us, our declarations of affection are lies.
Lies! We get each other evolved in our lies and
With these lies, even knowing that there will
Never be honesty between us, we live.

You get me involved in your thoughts and,
With the false promise that you shall love me
Forever, you offer me a love that you know 
You have not. Pretender; I pretend to believe
In your promise and I accept the love that you
Offer me, promising to give you my heart.


                           *

Erros - Mistakes


Errante tropeço nos erros deitados em meu caminho e,
Caído.
No chão, abraçado pelos erros, inconscientemente os
Abraço também e erro mais uma vez. 
Errar é tão corriqueiro e fácil que mesmo acertando 
Erro e sigo errante. 
Errante, escravo dos arrependimentos que 
Chicoteiam o meu espírito, atiro o meu corpo contra a
Porta da minha consciência para evitar que a mesma 
Seja arrombada, para evitar que seja destruída.

Erro!
Com medo de errar, erro outra vez e choro as 
Consequências dos meus erros sem, no entanto, me 
Importar com os mesmo por saber que errarei outras
Vezes. 
Erro e me assusto quando, no meio da noite, a minha 
Consciência cansada do fardo dos meus erros grita. 
A minha consciência protesta e diz não suportar mais
O fardo lhe ponho sobre os ombros e, resmungando,
Não me deixa dormir.

Errante tropeço nos erro que esqueci pelos caminhos
Que caminhei e erro outra vez. 
Erro!
Erro ao chamar o teu nome, tu que me induz a 
Esquecer o meu nome, um nome que é eu, um
Nome que amo. 
Erro! 
Erro ao confiar em ti, em tuas promessas que sabia 
Que jamais cumprirás e erro.
Erro e a minha consciência, cansada de tanto erros, 
Indignada com a minha idiotice, ameaça me 
Abandonar.
Errante tropeço nos meus erros, caio e sigo errante.

                           Lido da Silva, Brasília, Fevereiro de 2012

                                *
Mistakes

Wander I stumble on hidden errors in my way and I fall.
Fallen, embraced by errors, unconsciously, I embrace the
Mistake and, I do mistakes. It is so normal and easy to
Make a mistake that, even doing the right thing I do
Mistakes and I keep wandering. Wander, slave of the
Regrets that whip my spirit, I throw my body against my
Consciousness’s door to avoid it to be broken down, to be
Destroyed by the fury with which the repentance punishes
Me.

I do mistakes! Afraid of make mistakes, I make a mistake
And cry the consequences of my mistake without, however,
Care about it, knowing that I will keep failing. I do mistakes
And cringe me when, in the middle of the night, my
Conscience, tired of the weight of my mistakes screams.
My conscience protests and says it can no longer bear the
Burden that I put on it shoulders, and muttering it do not let
Me to sleep.

Wander I stumble in the mistakes that I dropped on the roads
That I walked and I do make mistakes again. I do mistakes!
I do mistakes when I call your name, thou that induces me to
Forget my name, a name that I love. I do mistakes!
I do mistake when I trust in you and in your promises,
Promises that I know you will never fulfill and I do make
Mistake again. I do make mistake and my consciousness,
Tired of so much discontent, angry at my idiocy, threatens to
Leave me. Wander I stumble in my mistakes, I fall and I keep
Go wandering.


                                 *

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

A luz



A verdade é que os meus olhos só veem o que aceito ver!
Eu estar em uma estrada escura não significa que eu
esteja caminhando na escuridão.
Claro, há diferença entre eu estar só de eu ser só, eu não 
estar sendo amando de eu não ser amado.
A luz se apagar em meu dia não significa que a minha
noite será eterna.
Eu apagar a luz não é sinônimo de suicídio, tampouco 
significa eu estar a me despedir da vida.
O fato de eu, aqui e ali, sentir raiva não significa que eu 
seja rancoroso.  
Além do quê, a raiva que de vez em quando sinto, não é 
um sentimento permanente.

Ao deixar brilhar a luz que me ilumina, não ilumino 
somente o meu espírito.
Ainda que a minha luz esteja mais próxima do meu 
coração, com ela ilumino vidas.
A realidade é que só vejo o que aceito que os meus 
olhos vejam, consequentemente, só vivo o que aceito 
viver.
Se, as vezes, te peço para que cales, não significa que 
não queira te ouvir.
Quando peço que me ouças, não pretendo ser o único a
ser ouvido, garanto-lhe que o teu momento de falar
está protegido.
Nem sempre que choro, o faço por tristeza, da mesma 
forma que nem sempre que ria o faço por estar feliz. 
Só vejo o que aceito ver, e só vivo o que me permito
viver.

Nem sempre que a luz se apaga para mim, a minha
vida escurece. 
Com frequência, quase que constante, o sol brilha no 
meio da minha noite, e quando o sol brilha no meio 
da minha noite, a sua luz baila no escuro dos meus 
olhos, e baila ao ritmo das batidas do meu coração. 
Só vejo o que aceito que os meus olhos vejam.
No copo bebo as goteiras que gotejam em minha vida,
no prato como o que me servido pela vida. 
A luz que ilumina a minha vida se alimenta do tudo 
que está a sua volta daí ela pisca em um eterno 
acender e apagar, enquanto vigia a vida que não para 
em nenhum lugar. 

             Habacuc - Brasília, fevereiro de 2012.

                          *



A última luz - The last light







Manifestar - To express.

Transbordando medo, invento uma desculpa para justificar a minha culpa por não falar quando o mundo pede para eu me manifestar. Aterrorizado...