quinta-feira, 8 de março de 2012

Um bate papo - A chat


Um bate papo descontraído, o café, paciente, esfria na
xícara,  as horas impacientes voam. 
Um sorriso nervoso, o disfarce de querer ser só um 
amigo e uma desculpa tola para tocar a tua mão. 
Um amigo passa e diz olá, lá na calçada outro 
conhecido observa com um sorriso malicioso no rosto
com um rápido aceno segue o seu caminho.
Tudo em nossa volta parece tão proprício mas a 
minha timidez me impede de te dizer o quanto te 
quero.

As horas passam e o café, outrora paciente, agora frio 
pede para ser substituido.
Longe de ter coragem de te falar da razão maior do
meu pedido para nos encontrarmos, estico a conversa.
De repente me dou conta de que estou torcendo 
para o tempo não passar.
Descubro que preciso de mais tempo para te falar dos 
meus sentimentos por ti, mas o tempo não tem a 
intenção de me esperar.

De assunto em assunto procuro coragem para te falar de
amor.
A coragem corre, pouco parceira, foge e me deixa 
sozinho, cara a cara contigo.
Sem jeito procuro falar de temas complexos, quero 
parecer inteligente para te impressionar.
O tempo passa, o tempo voa, desesperado e sem jeito 
dou um jeito de prender a tua atenção.
Não quero que vá, quero que fiques mais um pouco, 
mas o  "já esta ficando tarde”  chega e insiste em te 
leva com ele.

Já se faz  tarde e a minha falta de atitude não cria 
motivos para que fiques comigo.
Delicadamente me dizes que precisa ir-se e com um 
leve sorriso nos lábios, se despede. 
Se despede e me deixa na companhia da minha
frustração.  
Que tristeza!
Falei de quase tudo, mas fui capaz de te falor do meu   
sentimento por ti. 
Como um tolo, sem saber como te falar dos meus 
sentimentos te assisto dizer boa noite e partir
 
Mauro Lucio - Brasília, março de 2012..

                *

A chat

A relaxed chat, the coffee, patiently, cools in the cup, 
the impatient hours fly by.
A nervous smile, the disguise of wanting to be just a 
friend and a silly excuse to touch your hand.
A friend passes by and says hello, there on the 
sidewalk another acquaintance observes with a 
mischievous smile on his face, with a quick nod he 
continues on his way.
Everything around us seems so propitious but my 
shyness prevents me from telling you how much 
I want you.

The hours pass and the coffee, once patient, now 
cold, begs to be replaced.
Far from having the courage to tell you the main 
reason for my request to meet, I stretch the 
conversation.
Suddenly I realize that I'm hoping time won't pass.
I discover that I need more time to tell you about my 
feelings for you, but time has no intention of waiting 
for me. 
From topic to topic I search for the courage to talk to 
you about love.

Courage runs away, a rare companion, flees and 
leaves me alone, face to face with you.
Awkwardly I try to talk about complex subjects, 
I want to seem intelligent to impress you.
Time passes, time flies, desperate and awkward I try 
to hold your attention.
I don't want you to go, I want you to stay a little 
longer, but the "it's getting late" arrives and insists 
on taking you with it.

It's getting late and my lack of initiative doesn't 
create reasons for you to stay with me.
Delicately you tell me you need to go and with a 
slight smile on your lips, you say goodbye.
You say goodbye and leave me in the company of my 
frustration.
What sadness!
I talked about almost everything, but I was able to tell 
you about my feelings for you.
Like a fool, not knowing how to tell you my feelings, 
I watch you say goodnight and leave.

                   *

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