Um bate papo descontraído, o café, paciente, esfria na
xícara, as horas impacientes voam.
Um sorriso nervoso, o disfarce de querer ser só um
amigo e uma desculpa tola para tocar a tua mão.
Um amigo passa e diz olá, lá na calçada outro
conhecido observa com um sorriso malicioso no rosto
com um rápido aceno segue o seu caminho.
Tudo em nossa volta parece tão proprício mas a
minha timidez me impede de te dizer o quanto te
quero.
As horas passam e o café, outrora paciente, agora frio
pede para ser substituido.
Longe de ter coragem de te falar da razão maior do
meu pedido para nos encontrarmos, estico a conversa.
De repente me dou conta de que estou torcendo
para o tempo não passar.
Descubro que preciso de mais tempo para te falar
dos meus sentimentos por ti, mas o tempo não tem a
intenção de me esperar.
De assunto em assunto procuro coragem para te falar
de amor.
A coragem corre, pouco parceira, foge e me deixa
sozinho, cara a cara contigo.
Sem jeito procuro falar de temas complexos, quero
parecer inteligente para te impressionar.
O tempo passa, o tempo voa, desesperado e sem
jeito dou um jeito de prender a tua atenção.
Não quero que vá, quero que fiques mais um pouco,
mas o "já esta ficando tarde”
chega e insiste em te
leva com ele.
Já se faz tarde e a minha falta de atitude não cria
motivos para que fiques comigo.
Delicadamente me dizes que precisa ir-se e com um
leve sorriso nos lábios, se despede.
Se despede e me deixa na companhia da minha
frustração.
Que tristeza!
Falei de quase tudo, mas fui capaz de te falor do meu
sentimento por ti.
Como um tolo, sem saber como te falar dos meus
sentimentos te assisto dizer boa noite e partir
Lido da Silva - Brasília, março de 2012.
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