segunda-feira, 13 de junho de 2016

Herdo e deserdo - I do inherit and disinherited





A vontade, o desejo.
A timidez, o disfarce, quero
Estar contigo.
Verdade!
O escuro da noite é 
Mistério, as madrugadas 
São apaixonante.
O orvalho banha, perfuma
O corpo, a brisa o enxuga 
Enquanto o ama.
A paixão é louca, 
Ciumenta e egoísta.
A indiferença divide, 
Separa, mata.
O beijo é o elo, é o 
Pecado e o pecar.
Engulo lágrimas, não 
Importa que sejam 
Amargas.
As engulo, herdo-as e 
As deserdo.
As verdades, às vezes, 
Me maltratam.
Não faz mal!
Bebo o meu trago e o 
Seu amargo trucida o 
Meu corpo.
O desgosto envolve o 
Que sou e ao sorrir 
Sacode todo o meu 
Corpo.
Penso em ti.
Penso no que fomos,
Quero tudo.
Te quero!
Não me deixes só.
As noites são fria,
O lamuriar do vento
Atormenta, a 
Madrugada sussurra
O teu nome a brisa
Tem o teu perfume 
Que desperta a 
Minha vontade de te
Ver.
Então viajo e, em 
Devaneios, 
Devaneio nós dois.

   Liso da Silva - Chuy, junho de 2016

               @

I do inherit and disinherited

The will, the desire.
The shyness, the disguise, I want
To be with you.
True!
The dark of night is
Mystery, the dawns
Are passionate.
The dew bathes, perfumes
The body, the breeze dries it.
The passion is crazy,
Jealous and selfish.
Indifference divides,
Separate, kill.
The kiss is the link, it is the
Sin and sinning.
I swallow the tears, doesn’t
Matters if it are bitter.
I swallow it, I inherit it and
I desert them.
Sometimes the truth
Mistreat me.
To me Its fine!
I drink my drink and
Its bitterness crushes the
My body.
The grief surrounds
What I am and when it smile
Shake all my
Body.
I think in you.
I think of what we were
I want everything back.
I want you!
Don't leave me alone.
The nights are cold,
The Whisper of the Wind
Torments, the
Dawn whispers
Your name and the breeze
Has your perfume
That awakens
My will to you of
To see.
So I travel and in
Daydreams,
I daydream the two of us.

          @



quarta-feira, 8 de junho de 2016

Amigos - Friends




Cercado de bons amigos, incauto, 
não fiz inimigos.
Não sendo dado aos copos não 
frequentei botecos, desdenhei os 
bares e desprezei os bêbados.

Num tropeço os amigos me 
abandonaram, então, cá com os 
meus botões, penso:
“Que falta faz os inimigos! ”
Esses não me esquecem jamais.

Amigos!
Amizade é ilusão, mentiras, tudo
mentiras.
Amigos!
Para que amigos?

Os bêbados dos bares são mais 
fies que os amigos.
Se tivesse eu feito inimigos, 
hoje estaria sendo lembrado por
alguém.

Tendo inimigos eu falaria mal 
deles sem remorsos, rsrsrs.
A vida ensina:
“ Os amigos só se fazem 
presentes nos bons momentos”,
é regra, isto nunca muda.

Veja!
Caí e espantei os meus amigos, 
eles fugiram com medo.
Tiveram receio de o meu tombo
os derrubar também.

Não nego:
Sinto saudades dos velhos amigos,
gente que rapidamente me 
esqueceu.
Rssrsrsrsr.

Não tenho inimigos, mas gosto 
mais desses do que gosto dos 
amigos que escolhi por amigos,
porque estes nunca foram, de
fato, meus amigos.    

 O Observador - Chuy, junho de 2016.

           @

Friends

Surrounded by good friends, unwary, 
I made no enemies.
Since I wasn’t much of a drinker, 
I didn’t go to bars, I looked down on 
pubs, and I despised drunks.

When I stumbled, my friends 
abandoned me, so, they left me to my 
own devices, then I think:
“How I miss my enemies!”
They never forget me.

Friends!
Friendship is an illusion, lies, all
lies.
Friends!
What’s the point to have friends?

The drunks in the bars are more
loyal than friends.
If I had made enemies,
today I’d be remembered by
someone.

If I had enemies, I’d speak ill
of them without remorse, lol.
Life teaches us:
“Friends are only 
there in the good times,”
it’s a rule, this never changes.

Look!
I fell and scared my friends away, 
they ran off in fear.
They were afraid my fall
would knock them down too.

I won’t deny it:
I miss my old friends,
people who quickly 
forgot me.
Hahaha.

I don’t have enemies, but I like 
them more than I like the 
friends that I chose as friends,
because those were never, in
fact, my friends.    

               @

segunda-feira, 6 de junho de 2016

Choro, amem! - I cry, amen!


Pecados,
tropeços despidos ao avesso.
Rezo o terço, choro.
Amem!

Perdão!
Perdão que ouves, clemências
que negas.
Não me reconheces, 
esqueceste de mim.

O pecado não é meu,
ele existe no mundo antes de
eu nascer.
Sou mais moço que o castigo,
sejas misericordioso comigo.
Perdão!
Diga sim.

Em meu consciente,
há a certeza dos erros e dos
vacilos. 
Os outros casos foram apenas
cochilos.

Pecados,
tropeços,
os teus tropeços despidos ao 
avesso. 
Tudo repousa em meus braços.

Em teus olhos não vejo
sentimento de culpas, vejo 
erros.
Os tropeços são fatos a serem
perdoados,  a serem esquecidos.

       Lido da Silva - Chuy, junho de 2016

            @

I cry, amen!

Sins,
Stumbles
Undressed in reverse,
I pray the rosary,
I cry, amen!

Forgiveness,
I'm sorry that you hear
Clemency that you deny,
You don't recognize me
You forgot me.

Sin that is not mine,
It exists in the world before I was 
Born.
I am younger than the punishment,
Be merciful to me,
Forgiveness!
Say yes.

In my conscience,
There is certainty of mistakes,
The vacillators,
The cases and
The naps.

Sins,
Stumbles,
Your stumbles
Undressed in reverse,
All of it rest in my arms.

In your eyes,
I don't see blame
I see mistakes, stumbles
To be forgiven,
To be forgotten.

           @




sábado, 28 de maio de 2016

Gente da favela - People from the favela



Guerra desigual é esta na qual só
os guerreiros negros tombam.
Luta inglória que a história,
envergonhada, esconde, se nega
a contar.
Lágrimas, sorrisos interrompidos,
dor.
Muita dor!

As favelas gemem, a dor brota de
suas entranhas e estranha quando
os passantes lhe perguntam
porque está a chorar.
Chora morro, chora favela!
Chora os teus filhos que morrem
sem que lhes seja dado a 
conhecer outro mundo senão a
favela.
Chora mãe preta, chora!
O teu filho nunca mais voltará.

Corre mãe preta, guarde os teus
filhos daqueles que dizem
querer ajudá-los!
Proteja-os das balas perdidas, a
lei está subindo o morro e não
tarda a começará a atirar.

Conte, menino negro, a história
que a história se nega a contar.
A lei está subindo o morro e 
quando desce levará o teu corpo
em um caixão.
Chora, as vítimas das balas
perdidas, mãe preta!

Ouça, menino, com atenção a 
batucada que batuca na 
madrugada!
Ela bate como as batidas do teu
coração quando tentas fugir
da condição de favelado.

Escravidão maldita que nunca
teve fim, ainda hoje, escraviza a
minha gente, e rouba os meus
entes queridos, e continua
correndo atrás de mim.

Luta desigual é esta que gera as
circunstâncias para que nós, os
negros, continuemos a nascer nas
favelas, local de onde só saímos
quando a lei sobe o morro e, em
meio as balas perdidas, nos leva
dentro de um caixão.
 
Guarda os teus filhos mãe preta,
proteja-os das balas pedidas que
sem piedade te faz chorar.
Chora morro, chora favela, vives
uma história que a história se
nega a contar.

O Observador - Chuy, maio de 2016

                @


People from the favela

This is an unequal war in which only
black warriors have fallen.
An inglorious struggle that history,
ashamed, hides and refuses to tell.
Tears, interrupted smiles, pain.
A lot of pain!

The favelas groan, the pain wells up 
from their entrails and it's strange 
when passers-by ask you why you're
crying.
Cry slum, cry favela!
Cry for your children who die 
without being given the chance to 
know any other world than favelas.
Cry black mother, cry!
Your son will never come back.

Run, black mother, save your children 
from those who say they want to help 
them!
Protect them from stray bullets, the 
law is coming up the hill and it won't
be long before it starts shooting.

Tell them the story that history refuses
to tell.
The law is climbing the hill and when
it comes down it will take your body
in a coffin.
Cry, the victims of the lost bullets, 
black mother!

Listen carefully, child, to the batucada
that beats in the dawn!
It beats like the beats of your heart
when you try to escape from being a 
slum dweller.

Cursed slavery that has never come to
an end, even today, it enslaves my 
people, and steals my loved ones, 
and keeps running after me.

It is this unequal struggle that creates 
the circumstances for us, the blacks, 
to continue to be born in the favelas, 
a place we only leave when the law 
climbs the hill and, in the midst of stray
bullets, takes us away in a coffin.

Save your children, black mother, 
protect them from the bullets that
mercilessly makes you cry.
Cry slum, cry favela, you live a story 
that history refuses to tell.
 
                    @



sexta-feira, 27 de maio de 2016

O Tolo


O Tolo, operário, despretensioso,
Ministro se fez.
Embriagado em devaneios, se
Despiu de sua humildade e,
Ambicioso, missionário se 
Tornou.

Tomado pela fome indomável 
Da ambição, dos bons princípios
Tolo se olvidou.
Acreditou dominar o templo, 
Mas isto com os fies ele não
Combinou.

O Tolo devaneou.
Homem de discurso 
Convincente, convenceu a 
Gente ser homem decente 
Quando lhes falou.

A sua fala aguçou a ambição 
Dos ricos e enfeitou os sonhos
Dos desfavorecidos.
Convenceu aos crentes e aos 
Descrentes que o escutou.

O que o Tolo falou o povo
Acreditou e, no que os 
Viventes acreditavam o Tolo
Falava.
O Tolo falou para o mundo
E o mundo o ouviu.

O mundo fingiu acreditar n
Tolo e o Tolo, incauto, n
Mundo creditou, não 
Atentou ser tudo mentira.
Era mentira o que o Tolo 
Falava e era mentira que, no
Tolo, o mundo acreditava.

O Tolo não atentou para o 
Fato de os fies ricos fingirem 
Melhor que os pobres e que 
Esses, por sua vez, imitavam 
Os ricos.

O Tolo ambicioso não 
Cuidou e sua congregação 
Desmoronou, a gente rica o 
Abandonou e os pobres 
Fingem lamentar o seu 
Abandono.

O Tolo, homem crente e 
Humilde, operário  
Despretensioso, ministro
Se tornou.
Embriagado pelos 
Encantos do poder 
Despiu-se de sua 
Humildade e ganancioso
Se tornou.
O Tolo quis ser o dono
Do mundo mas o mundo
O rejeitou.

              Habacuc, maio de 2016.

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quinta-feira, 26 de maio de 2016

Tudo acaba - Everything ends


Passa-me o desespero do tempo, não
entendo a sua pressa quando é certo
que tudo tem o seu tempo para 
acabar.

Por que a ânsia de ficar velho?
Acaso a juventude incomoda?
Os eventos se dão tão de repente 
que, mesmo os desencontros, se 
perdem.

Quero crer no sorriso, no amor e 
na paixão, mas tudo se dá tão 
eventualmente que me perco 
olhando pro chão.

Escapa-me a frieza com que o
dias me abandonam.
O início da minha existência se
deu de forma tão romântica
que me fez acreditar ser ele 
eterno.

Engano, ledo engano, nada a ver!
Tudo tem um tempo certo para 
acabar.
Assim se dá com os dias, com as
semanas e com as juras de amor 
eterno, enfim, com a vida.

Não quero crer que o tempo seja
uma metamorfose, mas sei que 
o é.
Cada momento é uma estória, 
uma indefinições e uma
incertezas.
Muitas incertezas!

A vida, a morte e o medo do 
purgatório são, juntos, apenas
a certeza de que todos 
morremos.
Todos morreremos!
Tudo neste mundo tem um 
tempo predeterminado para
acabar.

Não nos angustiemos com 
os percalços de nossas vidas
pois nada neste universo se 
dá antes do seu tempo de
se dá.

    Habacuc - Chuy, maio de 2016

                   @

Everything ends


The desperation of time passes me,
I don´t understand the rush of the time
When it's right that everything in this
Universes has its right time to end up.

Why the urge to get old?
Does the youth bother?
Events takes place so suddenly
That, even the disagreements, gest
Losted.

I want to believe in smiles, in love and
In passion, but everything happens so
Eventually that I find myself losted
Looking at the floor.

I miss the coldness with which the
Days leave me.
The beginning of my existence
Was so romantic that
Made me believe that it would be eternal.

Deceit, pure deceit, nothing to do!
Everything has a right time
To end.
So it is with the days, with the
Weeks and with the vows of
Eternal love, finally, with life.

I don't want to believe that time is
A metamorphosis, but I know that
It is.
Every moment is a different story,
An indefinitiness and one
Uncertainties.
Many uncertainties!

The life, the death and the fear of the
Purgatory are just
The certainty that we all will
Die.
We will all die!
Everything in this world has a
Predetermined time
To finish.

Let's not get upset with
The mishaps of our lives because
Nothing in this universe
Happen before its right time
To take place.
                
                 @


terça-feira, 24 de maio de 2016

Não negue - Do not deny



Diga sim!
Discorde, mas não negue,
Siga adiante.

Se for preciso pensar,
Pense, mas não dispense.
Não tema.

Na dúvida, concorde 
Com o "sim".
Admita o sim!

Os cacos são desprezados,
As ideias mudam, as
Circunstâncias ditam o
Ritmo.

O amanhã é incerto e, nem
Sabemos se chegará.
Sem medo, diga sim.

O ontem é passado, saia
Para o agora.
Liberte-se.

As recomendações são 
Esquecidas tal como as
Dores morrem.

Os sorrisos também 
Choram e o choro, às
Vezes, sorri.

O medo existe, existe
Para ser experimentado
E não para ser temido.

A incerteza é uma 
Ameaça. 
A razão é louca.

Dúvidas! ...  Só diga
Sim! O não, não evolui,
Ele bloqueia a vida.

Diga sim agora e, se
Precisar acerte com o
Remorso amanhã. 

           Habacuc, maio de 2016.

         @

Do not deny

Say yes!
Disagree but don't deny
Go ahead.

If you have to think,
Think, but don't dismiss.
Do not fear.

When in doubt, agree
With the "yes".
Admit yes!

The shards are despised,
The Ideas change,
Circumstances dictate the
Rhythm.

Tomorrow is uncertain and
We don’t know if it will come.
No fear, say yes.

The yesterday is past, Lets try
The now.
Free yourself.

The recommendations are
Forgotten like the
Pains die.

The smiles also cry
And the crying, som
Times, smile.

Fear exists, exists
For to be experienced
But not to be feared.

The uncertainty is a
Threat.
The reason is crazy.

Doubts! ... just say yes!
The no, does not evolve,
It blocks life.

Say yes now and if
Need talk to the
Remorse tomorrow.

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segunda-feira, 23 de maio de 2016

Incertezas - Uncertainties


A descrença não é mestre.
O medo, ainda que forte, também teme.
A angustia aflige mas não vence.
A derrota, ainda que amarga, não é 
Eterna.
Então o meu sorriso sorrir.

Os tropeços caem sobre os tombos e,
Desesperado, verto lágrimas.
O choro só chora o que há de ser 
Chorado.
O sufoco libera o espírito e lhe 
Permite gritar o que necessita ser
Gritado.

Das dúvidas me escondo.
Descrente desdenho a fé, ainda 
Que sem, fé oro.
Não quero estar só.
Em prece acredito, tudo mudará.
Não importa que a dúvida
Permaneça, faço desta um novo
Lugar.

Que brilhe o sol, que o sorriso
Venha me visitar.
Que a música toque e que outro
Dia chegue.
Que chore a tristeza e que o frio
Da noite me acalente.
Minhas dúvidas, as incertezas,
Vida que a vida me dá.

    Habacuc - Chuy, maio de 2016

                    @

Uncertainties

The disbelief is no master.
The fear, although strong, also fears.
The anguish afflicts but does not win.
The defeat, however bitter, is not
Eternal.
Then my smile smile.

The stumbles fall on the tumbles and,
Desperate, I shed tears.
The crying only cries what has to be
Cried.
The suffocation releases the spirit and
Lets it scream what needs to be
Screamed.

From doubts I hide myself.
Unbeliever I disdain the faith, still
Without faith, I pray.
I don't want to be alone.
In prayer I believe, everything gone 
Change.
It doesn't matter if the doubt stay,
I make this a new place.

May the sun shine, may the smile
Come to visit me.
Let the music play and allow a new
Day comes.
Let the sadness cry and the cold
Of the night soothes me.
My doubts, the uncertainties,
Life that the life gives to me.

                   @


quinta-feira, 12 de maio de 2016

Nas ruas


Gritam as ruas:
Fora! Fora! Fora!
Sirenes passam velozes
como que fugindo de alguém,
passos apressados,
curiosos em alvoroço,
barulho, muito barulho,
falatório.
Viventes vociferam,
viandantes assustado,
o medo instalado,
lágrimas.
Na multidão vozes gritam:
- É lá, está lá!
Apontam.
O deboche, sinistro,
zomba das coisas sérias.
O sério, envergonhado,
se esconde.
Protestos.
O vociferador de ontem
não vocifera agora,
os sorrisos de outrora
agora vociferam.
Acabou!
Alguém grita.
Cá comigo penso: "Ledo engano,
agora é que vai começar."
Os iludidos se iludem,
os tolos digladiam-se entre si.
Desapercebidamente
deixo o tumultuo da multidão e
me recolho ao refúgio 
da prudência.
Aliás, que prudência,
que magnifico remédio!
A prudência cura até a loucura
que os loucos demagogos,
insistem em violentar.

O Observador - Chuy, maio de 2016.

               @

quarta-feira, 11 de maio de 2016

Descrente


Descrente de tudo, ouço gritos que
gritam sem dor e assisto a protestos
que protestam sem ter contra o que 
protestar, mas protestam.

Não importa se a porta esta fechada,
la de dentro escapam gemidos que 
não deviam escapar, até porque, as
ruas não os ouve e, se livres, 
destoam do lugar.

Os tempos agora são outros e, n
âmago atual situação, as gargantas 
gritantes gritam em saber
exatamente porque gritam.
Sinto-os presos às suas ilusões.

Estou descrente das coisas, 
descrente das pessoas.
Nas ruas o brandir do chicote
chicoteia e então ouço grito, vejo
lágrima, e as lágrimas sorriem.

Não!
O chicote que nunca respeitou  
agora chora e a mão que açoitava 
implora por clemência. 
Estou descrente das coisas.

Descrente da tudo assisto os lábios
que mentiam exigirem verdades, 
mas atenção, eles só aceitam  as 
suas verdades, as verdades que
regem a todos não lhes interessa.

Descrente das coisas vejo 
viventes exigem respeito, mas só 
o respeito que os respeite, 
respeito que abarca a todos não 
lhes interessa.

A peça é a mesma, implora para 
que a mão que castiga não o 
castigue, mas grita para a mão que
 pune puna os outros sem 
misericórdia.

Estou descrente das coisas, 
descrente das pessoas.
Eu simplesmente estou descrente

      O Observador - Chuy, maio de 2016.

                 @

quarta-feira, 4 de maio de 2016

Me abraça


Atiro-me em teus braços,
E o teu abraço me deixa cair.
Pesadelo.
Acordado sonho com os teus beijos,
Que sem jeito nunca souberam me beijar.
Te amo.

Sem o teu calor,
Me aqueço em qualquer corpo.
Soluços.
A tua ausência apodera-se do meu coração,
Chamo o teu nome e,
O vazio vem.

Já faz tempo,
O calor do teu sorriso não me aquece,
O brilho do teu olhar não ilumina o meu caminho,
Ando sozinho.
Aturdido busco o teu amor
Que não quer me amar.

Atiro-me em teus braços,
Mas o teu abraço não me alcança.
Me canso,
Estou cansado de viver longe de ti,
Te vendo tão perto.
Me abraça!


          @

Manifestar - To express.

Transbordando medo, invento uma desculpa para justificar a minha culpa por não falar quando o mundo pede para eu me manifestar. Aterrorizado...