terça-feira, 9 de junho de 2020

Suicida



Suicida

O salto no abismo, silêncio.
Braços acolhem, abraços.
Mãos recolhem, lágrimas.

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Despercebido



Despercebido

Não percebi ...vida.
A vida tem descuidos ...tantos.
Descuidado morro ...só.

Lido da Silva - Brasília, junho de 2020.

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domingo, 7 de junho de 2020

Sem sentido



Não entendo o porque de o silêncio se
guardar calado diante de 
questionamentos que requerem 
respostas. 
Não responder os questionamentos 
não os cala, eles permanecem e,
ainda que calados, percebo a 
indignação em seus olhos.

Quando me deparo com o silêncio, 
constrangido abaixo a minha cabeça,
desvio meu olhar do seu olhar, e 
sigo adiante.
É horrível não ver respondidas as 
interrogações expressas nas faces 
que anseiam por respostas.

Não faz nenhum sentido o silêncio se
guardar mudo quando o mundo 
suplica por seu pronunciamento.
O silêncio do silêncio é tão 
inoportuno quanto as perguntas que o
faz calar.  

E o senão, condicionador tudo, 
cismado, observa as atitudes do 
silêncio.
Não faz sentido vestir o silêncio de
silêncio quando é sabido que ele não
se manifestará.

O silêncio não percebe a necessidade
de resposta para eventos que se dão.
São só coisas, entende o silêncio!
As coisas se dão por se darem, 
entende o silêncio, então porque se
manifestar sempre que as coisas se
dão?
Não faz sentido!

 O Observador - Brasília, junho de 2020

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segunda-feira, 1 de junho de 2020

A ignorância - The ignorance






Ignorante na arte, na ciência, e completamente cego no
jogo da mente, não teço comentários sobre eventos 
dos quais nada sei. 
Desconheço a fonte das informações que chegam ao 
meu conhecimento, mas me incomoda observar a 
ignorância manifestando a sua ignorância ao se 
vangloriar do inaceitavel; os ignorantes aplaudi-la.

O livro Eclesiastes diz:  “O que acontece agora já
aconteceu antes, e o que acontecerá no futuro também
já aconteceu, pois Deus faz as mesmas coisas
acontecerem repetidamente”.
Daí as minhas considerações e ponderações; gente que
há muito ignora Deus, em momentos de turbulência,
argumenta como se Deus fora.

Não tendo conhecimento dos fatos entendo ser prudente
não crucificar o rei por suas decisões, até porque 
trata-se de um estágio onde as dúvidas são prevalentes.
Entendo não ser inteligente desacreditar o rei quando
o rei ainda tem o apoio dos seus súditos.
guerra ora travada, não é a guerra só do rei, é a guerra
de todos.

Que não elejamos o desespero o nosso guia, que não 
ruminemos informações que tendem a induzir o nosso
espírito ao desalento.
Prudência ao ouvir, moderação ao falar e sabedoria ao
agir.
A melhor estratégia para os momentos de crise é a 
moderação. 
A moderação é sábia, ela da tempo para o raciocínio
lógico tomar o seu lugar, e este da tempo para a lógica 
perceber os seus percalços.

Ignorante na arte e com absurda dificuldade no jogo da
mente, me embrenho nas entranhas do que foi a minha
vida até aqui e me lembro de que o ser humano,
quando distante de Deus, é animal bruto, é perverso,
pura maldade.
O homem sem Deus é a essência do egoísmo, e que na
luta por seus projetos de vida não se importa com dor 
daqueles que diz querer o bem.

                  O Mensageiro - Brasília, junho de 2020.

                           @

The ignorance


Ignorant in art, science, and completely blind in the
game of the mind, I do not comment on events 
about which I know nothing. 
I do not know the source of the information that comes to 
my attention, but it bothers me to observe 
ignorance manifesting its ignorance by 
boasting about the unacceptable; the ignorant applaud it.

The book of Ecclesiastes says:  "What happens now has
happened before, and what will happen in the future has also
happened before, for God does the same things
over and over again."
Hence my considerations and reflections; people who
have long ignored God, in times of turmoil,
argue as if God did not exist.

Not being aware of the facts, I believe it is prudent
not to crucify the king for his decisions, especially since 
this is a stage where doubts prevail.
I believe it is not wise to discredit the king when
the king still has the support of his subjects.
The war now being waged is not only the king's war, it is
everyone's war.

Let us not choose despair as our guide, let us not 
ruminate on information that tends to lead our
spirit to discouragement.
Prudence in listening, moderation in speaking, and wisdom in
acting.
The best strategy for times of crisis is 
moderation. 
Moderation is wise; it gives time for logical reasoning
to take its place, and this gives time for logic to 
perceive its mishaps.

Ignorant in the arts and with absurd difficulty in the game of
the mind, I delve into the depths of what my
life has been up to now and I remember that human beings,
when distant from God, are brute animals, perverse,
pure evil.
Man without God is the essence of selfishness, and in the
struggle for his life projects, he does not care about the pain 
of those he claims to love.

                                     @




domingo, 22 de março de 2020

Seria o apocalipse




Seria o Apocalipse se os dedos não tivessem para onde apontar,
mas os dedos estão apontando.
Os dedos apontam sem se importarem para onde, mas apontam,
eles apontam, ladram como cães ferozes sem se importarem
com a certeza, sem se importarem com a possibilidade com a
possibilidade de estarem equivocados.
Para os dedos não importa o apontado é culpado ou inocente 
eles acusam sem pensar no pecado, em seus pecados.

Seria o Apocalipse se o culpado apontado não fosse humano,
que importa se quem mata é a peste, os dedos precisam apontar
um culpado!
Mas importante que combater a enfermidade é apontar o
culpado da mesma, ainda que este não tenha culpa, é culpado.
Encontremos logo o culpado para então pensarmos na cura da
enfermidade.
Que loucura! 
Os dedos perderam a razão fingimos não conhecerem os
verdadeiro vilões.

Seria o Apocalipse se os viventes não estivessem ignorando a
realidade, a verdade, a verdade que sai às ruas recomendando
a união dos crentes.
Loucura ignorar a verdade que grita, que se recusa a calar 
diante dos desatino humanos, gente que desacredita em Deus
e de  gente que quando se refere ao Criador o faz para dele 
Zombar.
A ira do Divino se avolumava enquanto a festa dos viventes, 
festejava nas avenidas e então transbordou, choveu 
reclamando vidas.

Não fosse os dedos tão estúpido entenderiam tratar-se do 
Apocalipse, fiquem em casa e orem.
Não tenham ilusão, o nosso Deus é Deus de misericórdia mas
não haverá perdão para os que dele zombam.
Chorem!
Vivendo momentos de aflição!
Arrependam-se falsos profetas, profanos, difamadores do
amor de Jesus Cristo, hipócritas materialistas, a peste 
chegou.

Seria o Apocalipse se mais fúria não estivesse prevista para
desabar sobre a humanidade.
Oremos enquanto ainda há tempo para orar. 
Reconheçamos o reinado de Deus, sua glória e majestade!
Voltemos para o nosso Criador, entendamos que Ele é a
fonte do amor.
Não é homem, não vem dos homens esta enfermidade. 
Seria o Apocalipse se os dedos não tivessem para quem 
Apontar.

                                                     Habacuc, Castries, março de 2020.

                                                  @

domingo, 9 de fevereiro de 2020

O futuro - The future



Não gosto de falar do amanhã,
o prematuro é frágil, consequentemente incerto.
O medo de sofrer num futuro que nem sei se viverei me assusta,
daí tornar-me cumplice do presente por saber que no
presente não há dúvidas, ele já está aqui, é agora.

Outra noite fui surpreendido por um céu maravilhosamente
estrelado que prometia que o dia seguinte seria lindo, um dia sol,
mas amanheceu chovendo.
O mesmo se dá com os abraços guardados para uma futura 
paíxão.
As coisas incertas, que ainda virão não raro esvaicem no tempo 
sem abraçar ninguém.

Não sou discípulo do futuro,
o futuro está muito longe de ser algo com que conto.
Me dou por satisfeito com o que tenho agora, engulo os choros 
que choraria se tivesse a certeza de que o amanhã chegará para 
mim.

Na verdade, quando vejo o dia ganhar a cor da minha pele e 
tenho a oportunidade de ouvir o relógio tique taquear a meia
 noite, oro uma prece, agradeço a Deus mais um dia vivido e 
experimento a satisfação da certeza de estar vivendo mais 
uma jornada rumo a um futuro que não sei se existe.

Não sou dado a pensar nos eventos longínquos,
nas coisas que residem num tempo que não sei se viverei.
Outro dia me peguei experimentando um arrependimento por
não ter vivido um evento que me foi dado a oportunidade
de viver.
Não o vivi preocupado com um futuro que ainda hoje não sei se
viverei.
Tenho o futuro como uma ilusão.

                 O Profeta - Castries(Sta. Lucia), fevereiro de 2020.

                                @

The future

I don't like talking about tomorrow,
the premature is fragile and therefore uncertain.
The fear of suffering in a future that I don't even know if I'll live scares me,
so I become complicit in the present because I know that in the
present there are no doubts, it's already here, it's now.

The other night I was surprised by a wonderfully
starry sky that promised that the next day would be beautiful, a sunny day,
but it dawned raining.
The same goes for hugs saved for a future 
country.
The uncertain things that are yet to come often fade away in time 
without hugging anyone.

I'm not a disciple of the future,
the future is very far from being something I'm counting on.
I am satisfied with what I have now, I swallow the tears 
that I would cry if I were sure that tomorrow would come to 
me.

In fact, when I see the day take on the color of my skin and 
have the opportunity to hear the clock tick
 midnight, I say a prayer, thank God for another day lived and 
experience the satisfaction of the certainty that I am living more 
a journey towards a future that I don't know exists.

I'm not given to thinking about distant events,
about things that reside in a time I don't know if I'll live.
The other day I found myself regretting
not having lived through an event that I was given the opportunity
to live through.
I didn't live it worrying about a future that even today I don't know if
I will live.
I see the future as an illusion.

                        @




sábado, 8 de fevereiro de 2020

Espírito opaco



Tu, espírito opaco, energia sem luz, egoísta,
vagueias por todos os cantos recrutando
viventes desavisados para comporem a tua 
horda de embebidos por tuas mentiras.
Tu, não tarda, e caíras!

Tu, espírito sem luz, semeias o ódio sobre 
os viventes que, sensíveis a tua má energia
não te ouvem, não te seguem, te ignoram.
Tu, espírito frio, só seduz os fracos, os sem
convicções, os desprotegidos. 

Tu espírito desagregador, mentiroso, falso,
energia sem luz que brada, que jura 
falsamente e promete o que não pretende
entregar.
A tua ambição desmedida vai te vender e
o frio do seu desprezo vai te engolir.

Tu, energia vazia de amor ao próximo, a 
tua horda, tão falsa quanto a ti, não tarda 
te abandonará.
O teu séquito é energia vazia iguais a ti, 
é teu semelhante, energia fria, sem luz,
coisa do escuro, sinonimo do medo.

Tu, espírito enganador, tens uma horda e
não um exército.
São oportunistas os teus seguidores,
espíritos fracos enganados, sobras que 
gostam da sombra, que perderam a noção
do que é a luz.

      Habacuc - Castries, fevereiro de 2020


                   *


quarta-feira, 5 de fevereiro de 2020

Renascer no espírito - Rebirth in spirit



Não faz sentido não perceber a beleza do rio em seu curso
Rumo a morte para se fazer maior.
Ser como os rios, livres do egoísmo e das ambições,
Sem apego às coisas que este mundo oferece e
Agasalhado na certeza de que quando morreres nos
Braços do mar, serás maior,
E mais intenso.

Não faz sentido o amor vazio,
O amar que não se pode herdar.
Não se herda corpo,
O físico é terra, água, ar que,
Como fumaça, desaparece quando a vida o deixa.
O corpo sem espírito é como a lágrima sem dor,
É o enganar.

Não faz sentido,
Não faz sentido não perceberes as nuvens que em
Suas viagens silenciosas se misturam à eternidade.
É absurdo não entenderes que nesta vida nada se 
Dá por acaso.
Tu é a fatalidade que, como o curso dos rios, 
Segue rumo ao teu estágio final.

Que as lágrimas chorem a saudade e a dor das 
Despedidas.
O adeus sem data de reencontro é mistério, assusta, 
Faz frio, faz medo, muito medo, mas no entanto
Não é sábio chorar a morte.
A elevação espiritual necessariamente passa pelo
Fim desta vida.
Foi para isto que nascestes, é para isto que vives.

Observe a água da chuva sendo sugada pela terra.
Atente para o escuro absorvendo a luz,
A poeira se perdendo no firmamento e as 
Lembranças se entregando ao esquecimento.
Tal como se dá com tudo neste mundo, 
O mesmo se dará com a tua vida que segue o seu
Curso rumo a morte para se fazer melhor. 

       O Profeta - Castries(Sta. Lucia), fevereiro de 2020.

                    *

Rebirth in spirit   


It makes no sense do not perceive the beauty of the  river in its
Course towards death to become greater.
Be like the rivers, free from selfishness and ambition,
Without attachment to the things that this world offers, e 
Wrapped in the certainty that when you die in 
The arms of the sea, you will be greater,
And more intense.

Empty love makes no sense,
Love that cannot be inherited.
You cannot inherit a body,
The physical is earth, water, air that,
Like smoke, disappears when life leaves it.
The body without spirit is like a tear without pain,
It is deception.

It makes no sense,
It makes no sense not to notice the clouds that, in
Their silent journeys, blend into eternity.
It is absurd do not understand that in this life nothing
Happens by chance.
You are the fate which, like the course of rivers,
Follows its course to its final stage.

Let tears cry for the longing and pain of
farewells.
Goodbye without a date for reunion is a mystery, it frightens,
it makes you cold, it makes you afraid, very afraid, but nevertheless,
it is not wise to mourn death.
Spiritual elevation necessarily passes through the
end of this life.
This is why you were born, this is why you live.

Watch the rainwater being sucked into the earth.
Notice the darkness absorbing the light,
The dust disappearing into the firmament and the
Memories surrendering to oblivion.
As everything in this world takes place,
The same will happen with your life, which follows its
Course toward death in order to become better.
 

                              *





terça-feira, 4 de fevereiro de 2020

Acontece



De repente um choque explode no centro
Do meu cérebro e, num milésimo de segundo
O solo se abre e me engole.
Sou engolido e regurgitado em questão
De segundos.

Seria um espanto, se tempo eu tivesse tido para me
Espantar.
Não foi um susto, porque tudo se deu tão
Rápido, que não teve tempo para o susto chegar.
Foi assim, não me assuntou, mas ficou
Em mim, deixou em meus lábios uma oração.

De repente me descubro sendo engolido
E regurgitado pelo solo.
Sensação estranha é esta de partir, ir embora
Sem sair do lugar.
As vezes penso que em algum momento vou,
Mas não irei voltar.

Então o choque.
O meu corpo é tomado por uma descarga elétrica
Que me empurra para as profundezas do solo
E me traz rapidamente de volta.
Não há susto, não há medo, fica somente a
Incompreensão.

A ignorância do me físico não lhe permite,
Compreender o comportamento do meu abstrato.
De fato, o meu corpo debate-se num universo
Que o faz conhecer a sua insignificância diante da
Espiritualidade que realmente sou.

                            *

quinta-feira, 7 de novembro de 2019

Perdido nos desencontros - Lost in mismatches



Há muito me perdi nos desencontros. 
Em cada canto um conto, uma situação, um senão.
Não importa!
Ainda há pouco o acaso bateu em minha porta,
Ele me despertou, me acordou para as respostas
Mudas, para o resmungar do inconformismo.
E eu com isto? 
Por que me importar?

Um aceno, uma lágrima, a saudade,
Acabo de me dar conta de nunca ter dado ouvido ao
Tempo.
Arrependimento, arrependimento, arrependimento!
O tempo conhece todas as histórias, inclusive aquelas
Que ninguém nunca quis me contar.
Sou menino abandonado, homem desconfiado.

Se eu tivesse escutado, se eu tivesse ouvidos o
Resmungar do vento certamente não seria, como sou,
Consumido agora pela ignorância.
Perdi a minha infância chorando e a juventude
Reclamando, quando deveria ter sorrido das
Crueldades que vivi.
Estupidez! 
Perder tempo chorando quando não sabia se me seria 
Dado oportunidade para sorrir.

Há muito desconfio do acaso!
Não por acaso creio que nada nesta vida se dá sem um
Objetivo definido. 
Destino capicioso!
Sorria quando te for dado sorrir, até porque não
Sabes se  algum dia o sorriso te visitará outra vez.
Se eu tivesse escutado, se eu tivesse dado ouvidos
Ao resmungar do vento ...!

    Lido da Silva - Castries(Saint Lucia), novembro 2019.

                            @

Lost in mismatches


I have been losted in the mismatches a long time 
Already.
In each corner a tale, a situation.
It doesn't matter!
A little ago the chance knocked on my door,
It woke me up, it woke me up to the answers 
Seedlings, it woke me up to the  grumbling of 
Nonconformity.
I got nothing to do with this?
Why do I have to care about it?

A wave, a tear, a longing,
I just realized that I have never listened to the time.
Regret, regret, regret!
The time knows all stories, including those that no
One ever wanted to tell me.
I am an abandoned boy, a suspicious man.

If I had listened, if I had heard the mumbling of the
Wind I would certainly not be, as I am now, 
Consumed by ignorance.
I lost my childhood crying and my youth
Complaining, when I should have been smiling of 
The cruelties that I have been forced to lived.
Stupidity!
Wasting time crying when I didn't know even if 
I would be given opportunity to smile.

Its a long time that I suspected chance!
It is not by chance that I believe that nothing in this 
Life happens without a defined goal.
Mischievous Destiny!
Smile, smile when you are allowed to smile, because 
You never knows if you will be allowed to smile 
Again.
If I had listened, if I had listened to the grumbling 
Of  the wind...!

                        @

sábado, 2 de novembro de 2019

O renascer - The reborn



A tua estrada chegou ao fim, o que te foi
Destinado a viver viveste, o livre
Arbítrio jamais te foi negado. 
E agora?
Estás diante da razão das coisas, diante 
Da verdade, da realidade.
Agora te encontra diante do que a vida,
Neste estágio, de fato é.

A tua vida está preste a adentrar em um
Novo iniciar. 
Os teus princípios, orgulhos e vaidades
Esvaecerão no nada.
Despido da matéria e do material 
Viverás o espírito, o espiritual onde a 
Paz ou o tormento será o teu 
Conselheiro.

A tua estrada chegou ao seu final,
Escureceu diante dos teus olhos e não
Vês o que existe adiante.
Como matéria não te é mais 
Permitido seguir e nem te e dado a
Retroagir.
Dispa-se da tua matéria, a tua 
Vestimenta fica aqui.

A tua estrada chegou ao fim, agora te
Resta apenas a reflexão sobre como
Vivestes a tua vida.
É certo que não te recordas de tudo
Que vivestes mas não importa, o 
Desconhecido aguarda ansioso para
Te conduzir ao teu recomeço. 

  Habacuc - Castries(Sta. Lucia), novembro de 2019

                         *

The reborn

Your road has come to an end, what has
Been given to you to live you lived, 
Your freedom has never been denied 
You.
And now?
You are facing the reason of the things, 
You are facing the truth, the reality of 
Life.
Now you find yourself facing what the
Life, at this stage, is.

Your life is about to enter a new begin.
Your principles, pride and vanities will
Fade into nothingness.
Undress of your flesh and material you
Will live the spirit, the spiritual where
Peace or torment will be yours 
Counselor.

Your road has come to an end, it got
Dark before your eyes and you cannot
See what lies ahead.
As a flesh it is no longer allowed to
You to keep going a read and not
Even given to you to retroact.
Get rid of your body, your clothing
Must stay here.

Your road has come to an end, now
Remains only the reflection of how
You have lived your life.
It's true that you don't remember 
Everything that you have lived but
It doesn't matter, the unknown 
Looks forward to lead you to your
Fresh start.

                    *

Manifestar - To express.

Transbordando medo, invento uma desculpa para justificar a minha culpa por não falar quando o mundo pede para eu me manifestar. Aterrorizado...