Sonhos, desejos, vontades,
As minhas
verdades.
Mentiras que conto sem
o
Constrangimento
de estar
Mentindo.
As minhas mentiras,
Sonhos, meus
sonhos,
Necessidades
da minha
Materia, faltas pelas
quais
O meu subconsciente
Reclama, chora.
Devaneios, sonhos, desejos
Frustrados que no descuido
Do meu sono reclamam
Suas vontades.
Sonhos, ilusões, anseios,
Vontades contidas,
Desejos.
Coisas que somente as
Coisas não explicam.
Sonhos, meus
sonhos,
Minhas mentiras,
Fantasias, estórias que
Conto como se fossem
Verdades.
Sonhos, beijos
que não
Dei, amores que
não amei,
Paixões que não
vivi,
Mas que viveram em
Minha ilusão.
Sonhos, meus
sonhos!
Insanidade,
risos,
Galhofas, mentiras.
Sonhos, ilusões,
inverdades que, quando
Alucinado, transformo em
Verdade, e na ausência de
consistência chamo de
sonho,
meus sonhos!
Sonhos, fantasias
que
conto como se fossem
Verdades e alucinado creio
Serem fatos tangíveis,
Possíveis
de serem
Vividos.
Sonhos, ilusões,
mentiras,
Devaneios.
Anseios
que habitam o
meu sono e eu os chamo
de sonhos.
Meus sonhos, sonho os
Quais anseio com tanta
Intensidade que acredito
Tê-los vivido.
As
minhas verdades, as
Minhas mentiras.
Sonhos!
Meus
sonhos!
Apenas meus sonhos.
As minhas ilusões.
Devaneios.
O Filósofo - Brasília, Fevereiro de 2013
*
Dreams
Dreams, desires, wishes,
My truths.
Lies I tell without the
Embarrassment of
Lying.
My lies,
Dreams, my dreams,
The needs of my
Being, the lacks for which
My subconscious
Cries out, weeps.
Daydreams, dreams, desires—
Frustrated, they demand
Their fulfillment
in the carelessness
of my sleep.
Dreams, illusions, longings,
Suppressed desires,
Wishes.
Things that
Things alone cannot explain.
Dreams, my dreams,
My lies,
Fantasies, stories that
I tell as if they were
Truths.
Dreams, kisses I never
Gave, loves I never loved,
Passions I never lived,
But that lived on in
My illusion.
Dreams, my dreams!
Madness, laughter,
Jokes, lies.
Dreams, illusions,
untruths that, when
I’m delirious, I turn into
Truth, and in the absence of
substance I call them
dreams, my dreams!
Dreams, fantasies that
I recount as if they were
truths, and in my delirium I believe
them to be tangible facts,
possible to be
lived.
Dreams, illusions, lies,
Daydreams.
Longings that inhabit
my sleep, and I call them
dreams.
My dreams—I dream of
the ones I long for with such
intensity that I believe
I have lived them.
My truths, my
lies.
Dreams!
My dreams!
Just my dreams.
My illusions.
Daydreams.
*
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