O que dizer do sol que desarraigado do amor esconde-se com medo
das tempestades?
O que pensar dos pensamentos desnudos
que, em seus desvairos,
desfilam em meus pensamentos sem se
importarem com o meu
pudor?
Não penso, esqueço.
Não importa!
Não importa!
Me
engano, finjo fazer o que quero ignorando os pensamentos
críticos
do amanhã.
Por falar em amanhã, por onde ele
anda?
Cismo que o amanhã deve estar bebendo num desses butecos da
Cismo que o amanhã deve estar bebendo num desses butecos da
vida.
Nem sei se o amanhã virá amanhã, que importa, nunca espero por
Nem sei se o amanhã virá amanhã, que importa, nunca espero por
ele!
O hoje já me ocupa demais para eu ainda ter que me preocupar com
O hoje já me ocupa demais para eu ainda ter que me preocupar com
o amanhã.
Ontem, no meio do dia, vi o sol observando de soslaio o vento que
despontava no horizonte, vindo do
gélido polo norte, ao perceber
sendo observado por mim ele se escondeu.
Outro dia, por alguns momentos, pensei que o sol se escondia por
Outro dia, por alguns momentos, pensei que o sol se escondia por
timidez, mas logo me dei conta de que ele se esconde porque não
gosta que eu saiba do seu medo, do seu medo de escuro.
Não gosto dos pensamentos.
Os pensamentos são
fingidos, são traiçoeiros!
Os pensamentos escondem os seus medos nos medos que não são
Os pensamentos escondem os seus medos nos medos que não são
próprio aos seu jeito de pensar.
Pobre da chuva que chora a sua
tristeza sozinha!
A chuva chora, ela chora, pranteia sem que ninguem observe os seus
A chuva chora, ela chora, pranteia sem que ninguem observe os seus
prantos.
A chuva pranteia até que em desespero ela fere, ela machuca os
viventes e então lhe dão atenção.
A chuva pranteia até que em desespero ela fere, ela machuca os
viventes e então lhe dão atenção.
Outro dia vi a chuva achegando-se timidamente
do sol mas este se
escondeu atras da primeira nuvem que encontrou.
Desconfio que o sol não gosta
da chuva.
Bem!
Bem!
Transbordando sua frustração e tristeza a chuva choveu, furiosa
molhou os viventes, os entristeceu.
molhou os viventes, os entristeceu.
Falo do vento o qual não o percebo até
que me ença os olhos de
poeira.
Porque haveria de me importar
com a dor e as lamúrias do vento?
Quer saber: A indiferença desperta a ira do tempo o que, por vingança,
Quer saber: A indiferença desperta a ira do tempo o que, por vingança,
enruga a minha
face, me envelhece.
O ontem morreu ignorado por mim.
Que estúpido que sou!
Permitir que o ontem morresse sem que eu soubesse o que ele
significou em minha vida.
Pobre de mim!
Pobre de mim!
Destino ingrato o das coisas que morrem, que mudam para um dia
onde não sabem se o sol um dia haverá
de brilhar lá.
O que dizer da minha pessoa sendo consumida pelo tempo?
Mauro Lucio - Brasília, outubro de 2013.
&
What about me?
What can be said about the sun that, uprooted from love, hides in fear
of storms?
What to think of the naked thoughts that, in their madness,
parade through my mind without caring about my
modesty?
I don't think, I forget.
It doesn't matter!
I deceive myself, I pretend to do what I want, ignoring the critical
thoughts of tomorrow.
Speaking of tomorrow, where is it?
I think tomorrow must be drinking in one of those bars of
life.
I don't even know if tomorrow will come tomorrow,
but what does it matter, I never wait for it!
Today already occupies me too much for me to still have to worry
about tomorrow.
Yesterday, in the middle of the day, I saw the sun watching sideways
as the wind appeared on the horizon, coming from the icy North Pole.
When it realized I was watching it, it hid.
The other day, for a few moments, I thought the sun was hiding out
of shyness, but then I realized that it hides because it doesn't
like me to know about its fear, its fear of the dark.
I don't like thoughts.
Thoughts are fake, they are treacherous!
Thoughts hide their fears in fears that are not
proper to their way of thinking.
Poor rain that cries its sadness alone!
The rain cries, it cries, it weeps without anyone noticing its
tears.
The rain weeps until, in desperation, it hurts, it wounds the
living, and then they pay attention to it.
The other day I saw the rain timidly approaching the sun, but the sun
hid behind the first cloud it found.
I suspect that the sun does not like the rain.
Well!
Overflowing with frustration and sadness, the rain fell furiously,
wetting the living and saddening them.
I speak of the wind, which I do not notice until it fills my eyes with
dust.
Why should I care about the pain and lamentations of the wind?
You know what? Indifference awakens the wrath of time, which,
in revenge, wrinkles my face and ages me.
Yesterday died, ignored by me.
How stupid I am!
Allowing yesterday to die without knowing what it
meant in my life.
Poor me!
The fate of things that die is ungrateful, changing to a day
where they don't know if the sun will ever shine there.
What can I say about myself being consumed by time?
&

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