quinta-feira, 24 de setembro de 2026

As ilusões - Illusions


Não abraço o que não me é dado a
abraçar, não me pertence então não
é meu.
Entendo que ainda que a noite
venha ao meu encontro ela, comigo,
nunca se deitará.

A madrugada normalmente é gélida,
então nunca espero que ela venha
me aquecer.
Eu nunca abraço o que não me é
dado a abraçar.

Os devaneios são viagens cujo o
destino pode ser a deceção.
Quando viajando em devaneios não
envolvo o meu coração e nem tento
enganar a razão.

Não abraço o que não me é dado a
abraçar porque os sorrisos se
apagam, os abraços desabraçam, e
os dias anoitecem e, de repente,
fica só o adeus, então não abraço o
que não me é dado a abraçar.


O Observador - Chuy, setembro de 2026.


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Illusions


I do not embrace what I am not given to
embrace; it does not belong to me, so it is not
mine.
I do understand that even if the night
comes to meet me, it will never
lie down with me.

The early morning is usually freezing,
so I never expect it to come
and warm me.
I never embrace what I am not
allowed to embrace.

Daydreams are journeys whose
destination may be disappointment.
When traveling in daydreams, I do not
wrap my heart up in them, nor do I try
to deceive the reason.

I do not embrace what I am not given to
embrace because smiles fade, 
hugs let go, and days turn to night, 
and suddenly, only the goodbye remains,
so I do not embrace what I am not given
to embrace.

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