terça-feira, 6 de julho de 2021

Tempo velho mestre! - Old Time my master!.

 


Tempo velho e sábio mestre!

Há tempo me ensinastes que a pior solidão é aquela
Em que tenho alguém ao meu redor.
É quando converso e ninguém conversa comigo, é
Quando falo e não sou ouvido.
 
A solidão, quando sou só, machuca, mas não 
Humilha.
No vazio que vivo estando só, se não faço barulho,
Até consigo sentir Deus.
Mas,  estar só tendo alguém ao meu lado é um 
Inferno.
Quão sábio tu é meu velho mestre tempo.
 
Tempo! 
Contigo aprendi que não é fácil me encontrar estando
Só.
Com o tempo aprendi que o desagasalho da solidão,
Se não cuidado com a devida atenção, esfria o 
Espírito. 
Tempo velho sábio! Me ensine a viver.
 
Que tu tempo,  cure as feridas, apague as 
Cicatrizes das lágrimas que verto quando me encontro
Nos braços da solidão.
As vezes, mesmo cercado de gente, me sinto só.
Sinto como se só existisse eu no mundo.
 
                                     Lido da Silva, Julho de 2021
                    Ocantardosventos.blogspot.com
 
                                 @

Old Time my master!. 


Time old time, wise master!
A long time ago you taught me that the worst 
Loneliness is the one
When I have someone around me.
It's when I talk and nobody talks to me, yeah
When I talk and am not heard.

The loneliness, when I'm alone, hurts, but it 
Doesn't humiliate me.
In the emptiness where I live when I am alone,
If  I don't make noise, I can even feel God.
But being alone with someone by my side is a
Hell.
How wise art thou my old time master.

Time!
With you I learned that it is not easy to find 
Myself being alone.
With you I learned that the looseness of the 
Solitude, if not well treated, it cools the spirit.
Wise old time! Teach me to live.

May you Time, heal the wounds, erase the
Scars from the tears I shed when I
Encounter in the arms of solitude.
Sometimes, even surrounded by people, 
I feel alone.
I feel like there's only me in the world.

                     @

 

segunda-feira, 7 de junho de 2021

Me escondendo - Hiding myself



Dei um tempo
mas o tempo não me deu tempo,
passou. 
O tempo passou sem que eu o
percebesse passando, ele me deixou só,
cara a cara com os meus fantasmas.
Que medo!
Tenho medo de tudo,
tenho medo até do que já vivi, tenho
medo inclusive do que passou.
Vivo o medo terrível de que voltes
para mim.
 
Dei um tempo,
descuidei do meu descuido e fui traído.
Haja pesadelos!
O tempo não volta,
não há reparo para o que já foi vivido,
não sei o que fazer.
Não quero ter ninguém batendo à 
minha porta me pedido para ficar.
Não se muda os fatos, o perdão não 
transforma mentiras em verdades. 
Pesadelos, ainda que expostos à luz,
continuam sendo pesadelos.
 
E então eu dei um tempo!
Dei um tempo mas o tempo não me deu
tempo, não me esperou, passou.
Escondido num tempo passado e, em
conluio com os meus medos de ontem, 
evito as certezas que me contrariam, e 
os medos de hoje.

Dei um tempo mas o tempo não me
deu tempo, não me esperou.
Hoje, quando olho no espelho, vejo o 
meu rosto enrugado, os meus olhos 
arregalados e me dou conta de que tudo 
em minha vida passou e que só o meu 
medo ficou e então decido: não vou 
mais me esconder.
 
   Lido da Silva - Brasília, junho de 2021

                    @


Hiding myself


I gave a time
But the time didn't give me time,
It has passed.
Time has passed and I didn’t realized
That it was passing by, he left me alone,
Face to face with my ghosts.
I got so scary!
I'm afraid of everything.
I'm afraid even of what I've lived.
Afraid even of what has passed.
I'm terribly afraid of you'll come back to me.

I took some time
I neglected my carelessness and I was betrayed.
What a nightmares!
Time does not come back,
There is no repair for what has already been lived,
I do not know what to do.
I don't want to have anybody knocking at
My door asked me to stay.
No one can change the facts, the forgiveness doesn't
Turns lies into truths.
The nightmares, even if exposed to the light, are
Nightmares nothing change.

And so I took a break!
I gave some time but the time didn't give time to me,
It did not wait for me, it passed.
Hidden in a time and, in a collude with my fears of yesterday,
I avoid the certainties that contradict me and the
Today's fears.
I gave a time but time didn't give time to me,
It didn't wait for me.
Today, when I look in the mirror, I see my
Wrinkled face, my wide eyes and then
I realize that everything in my
Life has passed, that only my fear remained and
So I decide: I'm not going to hide myself anymore.

                   @


sexta-feira, 23 de abril de 2021

Cuida-te! - Watch out!



Cuida-te para que as enfermidades do teu corpo
Não contaminem o teu espírito!
Esteja vigilante, para que tu não sucumbas à
Sedução do mundo ao teu redor.
Guarde-me como guardas tudo que amas e não
Permitas que o esquecimento apague de tua
Mente as minhas palavras.
 
Não permita que hábitos contrários ao que te
Ensino te convençam a buscar a sombra onde a
Vida mundana induz os incautos a me 
Esquecerem.
Mantenha a porta do teu coração aberta para 
Que a minha luz te possa iluminar.
 
Não te deixes envolver pela música que toca 
No meio da noite, e nem dance esta música 
Com a mulher desconhecida que te observa 
Com olhar faceiro. 
Esta mulher é de todos e a todos beija com o 
Mesmo fulgor. 
Ela é a mulher que dormirá contigo até que não
Possas mais acordar para o meu mundo.

      Lido da Silva - Brasília, abril de 2021

                      *

Watch out!


Watch out, may the infirmities of your body
Do not contaminate your spirit!
Be vigilant, don´t allow you to succumb to 
The seduction of the world around you.
Keep my teaching as you keep everything 
You love and don't allow the oblivion to 
Erase from your mind my words.

Do not allow habits contrary to what I have
Teach you to convince you to look for the 
Shadow where the worldly life induces the 
Unwary forget me.
Keep the door of your heart open for may 
My light enlighten you.

Don't get carried away by the music that 
Plays in the middle of the night, and don't 
Even dance this song with the unknown 
Woman who watches you with a cheeky look.
This woman belongs to the world and she 
Kisses everyone with her same glow.
She is the woman who will sleep with you 
Until you  forget me.


                      @



quinta-feira, 22 de abril de 2021

A natureza repousa


 

O sorriso inocente nos lábios das crianças, o amor
Ao próximo e a delicadeza da amizade verdadeira.
A palavra amiga, a música que toca nos corações,
O beijo, o abraço e o aperto de mão. Manifestação
De amor, desejo de paz e a busca da felicidade.
 
O vento soprando suave, o cair da tarde e o
Anoitecer abraçando o que restou do dia. A chuva
Caindo no topo das montanhas, as árvores sopradas
Pelo vento, as folhas caindo preguiçosamente e o
Amor esperando ter solicitada a sua presença,
Enquanto ama em segredo. O silêncio triste na
Hora da despedida e o sorriso sorrindo a
Felicidade do reencontro, e a vida.
 
A trilha, serpenteando por entre as pedras, corre
Ao encontro do sol, e sol meio sonolento no fim da
Tarde deitar-se atrás dos montes. A lua, linda como
Uma noiva chega,  surge discretamente no céu e com
O prateado do seu olhar enfeita a noite.
O canto dos pássaros faz a segunda voz  para o canto
Dos encantos da vida que repousa na natureza.

                          Mauro Lucio - Brasília,  abril de 2021
  
                                   *

terça-feira, 20 de abril de 2021

Que deus procuras?

 

Que deus procuras?
Por que procuras se não tens fé,
se não acreditas?
Sem fé nunca me encontrarás, não encontrarás
Deus algum.
Veja!
Estou diante dos teus olhos e não me vês, 
falo e não me ouves.
Que espécie de Deus queres encontrar?
 
Estás cego! Vês mas não enxerga, es surdo,
escutas mas não ouve.
És um tolo, te perdes sem sair do lugar.
Estou diante de ti, falando do meu amor e não
crês, não aceitas que te amo e te recusas a 
tomar a minha mão. 
 
Vá!
Siga o teu caminho!
Busque o deus que mora em tua imaginação,
um deus com o qual nunca poderás contar,
um deus no qual nunca acreditarás d
mesma forma como não crês em mim.
Porque recusas a me aceitar como teu Deus?
Porque rejeitas o meu amor?

            Habacuc - Brasília, abril de 2021.
  
                  *

quarta-feira, 7 de abril de 2021

O teu ocaso - Your sunset



Quando, no meio do dia, o sol deixar de brilhar
Em tua vida lembre-se de mim.
Se a tempestade da vida, juntamente com tudo
Que machuca desabar sobre ti, me procure, 
Chame pelo meu nome.
Se a tua vida ficar cinzenta, se em teu 
Horizonte as nuvens se chocarem 
Violentamente contra os teus sonhos e a terra
Se abrir sob os teus pés, me chame.
Me chame e te estenderei a mão para que 
Não sucumbes ante às adversidades.
 
Se o dia não amanhecer para ti, se a lua 
Recusar-se a brilhar em teu céu e a água não
Mais saciar a tua sede me chame.
Me chame e me conte as tuas agruras e te
Ajudarei.
Quando o apocalipse estiver acontecendo 
Em tua vida me chame.
Me chame mesmo que o meu nome seja o 
Último nome a ocorrer em tua mente, me
Chame!
Lembre-se que quero e sempre quis estar 
Ao teu lado.
Acredite-me, eu que sempre espero que me
Chames, que chames pelo o meu nome. 
Me chame!
 
Quando a dor, mais aguda dentre as dores,
Doer em teu espírito e te fazer chorar 
Lágrimas que nunca chorastes me chame.
Quando uma tempestade desabar em tua
Vida e apagar as luzes que te iluminam 
Me chame!
Me chame!
Me chame porque o amor que tenho por
Ti espera que me chames, ainda que seja
No último segundo da tua vida.
O meu amor por ti torce para que me
Chames.
                                Habacuc, abril de 2021

                 @

Your sunset 


When, in the middle of the day, the sun stops
To shy in your life remember me.
If the storm of life, along with everything
That hurts to collapse on you, look for me,
Call me.
If your life turns gray, if in your horizon the
Clouds collide violently against your 
Dreams and the earth opens under your 
Feet, call me.
Call me and I will help you so that you do
Not succumb to adversity.

If the day does not dawn for you, if the 
Moon refuse to shine in your sky and the
Water does not quench your thirst 
Call me.
Call me and tell me your hardships and
I will help you.
When the apocalypse is happening in 
Your life call me.
Call me even if my name is the last one
To occur in your mind, call me!
Remember that I want, and always
Wanted to be by your side.
Believe me, I always hope that you call
Me, that you call for my name.
Call me!

When pain, the sharpest of the pains,
Hurt your spirit and make you cry
Tears that you never cried before call 
Me.
When a storm comes crashing down on
Your life and turn off the lights that 
Illuminate you call me!
Call me!
Call me because the love that I have
For you wait for your call even if it 
Is the last second of your life.
My love for you begs to be called
For you.

                         @

O teu desprezo - Your contempt



Queres que eu te bata para que, surrado, possa justificar o
desprezo que sentes por mim. 
Finges desconhecer a minha palavra para continuares 
errando e, deliberadamente, figes não ouvir o meu 
chamado para não ter que vir a minha casa.
Eu te amo e o teu desamor por mim nunca será grande o
suficiente para fazer-me te odiar.
 
Ainda que firas as minhas feridas, que entristeças a
minha tristeza, e multiplique o desprezo que guardas por
mim, não deixarei de te amar. 
Quando te dei a vida o fiz num gesto de amor, o fiz com 
carinho, e nunca permitirei que o ódio modifique as 
minhas convixões.
 
Se o teu destino fosse eu te odiar, não o teria criado com
amor.
Te amo e, independente da tua vontade, continuarei t
amando. 
Esperarei pelo teu amor, não importa que andes perdido, 
que ignores a minha palavra e o meu chamado, esperarei 
por ti, esperarei pelo teu amor.

            Habacuc - Brasília, jabril de 2021.

 
                           *

Your contempt

You want me to hit you so that, beaten, I can justify the
contempt you feel for me. 
You pretend not to know my word so you can continue 
making mistakes, and you deliberately pretend not to hear my 
call so you don't have to come to my house.
I love you, and your lack of love for me will never be great
enough to make me hate you.
 
Even if you hurt my wounds, if you sadden my
sadness, and multiply the contempt you hold for
me, I will not stop loving you. 
When I gave you life, I did so in a gesture of love, I did so with
affection, and I will never allow hatred to change my
convictions.
 
If your destiny were for me to hate you, I would not have created you with
love.
I love you, and regardless of your will, I will continue to 
love you. 
I will wait for your love, no matter how lost you may be, 
no matter how much you ignore my words and my call, I will wait 
for you, I will wait for your love.

                                 *


segunda-feira, 5 de abril de 2021

A vida e a morte


 
A morte é o presente que te entrego logo após te dar a
Vida. Tu terás que conviver com a morte enquanto
Desfrutares a vida. Ao dar-te a morte não o fiz como a 
Intençao de que esta representasse o teu fim, o fim da tua
Vida.
Na realidade a morte é apenas uma situação que terás que
Viver, a morte é onde viverás a experiência  do recomeçar,
É o convite à reflexão, é um tempo, um momento.
É na morte onde a vida recomeça. .
 
A morte recicla a vida, é uma vida renovada onde
Experimentarás uma nova fase, uma vida desconectada
Do que vivestes enquanto matéria, um ponto que
Parte com o produto da reflexão sobre o que vivestes.
Morto viverás um passo adiante do que vivestes até então,
É um mistério que, enquanto vivo, não refletias sobre o
Mesmo. A morte, como tudo que é desconhecido assusta,
Mas é um medo desnecessário e deve ser pensada como
Perspectiva.
 
A morte é o destino de todos, é o abraço que abraça
E te traz para casa, te acompanha até onde, agora sim,
Pensas em mim, o teu criador.
A morte é parte do destino que te entrego, é a condição
Que imponho para te entregar a vida, é um mistério, é a
Parte desconhecida do que te ofereço, quiçá a tua
Redenção. 
Que a morte não te roube o sono, que não te assuste,
não te faça chorar, que te abrace sem te machucar.
 

*

sábado, 13 de fevereiro de 2021

Eu - I



Que o "eu" me reconheça, que me abrace quando me
Encontrar numa dessas esquinas da vida.
Que o passado fique no passado que é o seu lugar.

Que em sua soberba, o meu "eu" não me ignore
Quando eu lhe falar.
Que ele me perdoe quando lhe pedir para me perdoar.

Que o meu "eu" não tenda a ruminar as amarguras que,
Por ventura, eu lhe tenha feito experimentar, e, caso
Lhe seja possível, guarde um sorriso para me dar.

Que o meu "eu" não seja tão severo comigo, pois o
Criador ao me criar me criou com defeitos,
Defeitos que todos temos, inclusive os "eus".

Que o meu "eu" entenda que o amor as vezes machuca.
Que talvez eu o tenha magoado tão somente devido ao
Meu jeito atabalhoado de amar.

Que o meu "eu" me reconheça, que fale comigo, que
Me abrace quando me encontrar.
Que em seu destempero ele não venha a me ignorar.


Que o meu "eu" não se alimente das feridas que lhe 
Causei, que não guarde as mágoa que lhe magoei,
Nem atire em mim as pedras que lhe atirei.

                           Mauro Lucio - Brasília, fevereiro de 2021.


                                    @

I

May the  "I" recognize me, may him embrace me when we
Meet each other on one of those corners of life.
May he Let the past stay in the past where it belongs.

May my “I” in its pride, does not ignore me when I talk to
Him on the streets.
May my “I” forgive me when I ask him to pardon me.

May my "I" not tend to ruminate on the bitterness that,
Perhaps I made him to try, and, if it’s possible,
May him save a smile for me.

May my "I" not be so severe with me, the Creator when
Created me, He created me with lots of defects,
Defects that we all have, including all the "I".

May my ′′ I ′′ understand that love sometimes hurts.
That maybe I hurt him just because of the
My messed way of loving.

That my "I" recognizes me, may him speaks to me, may
Him hug me when he meet me.
May him in his bad temper not ignore me.

That my "I" does not feed on the wounds that I maybe have
Caused to him, may him don't keep the hurt that I hurt him,
May him don't even throw at me the stones I threw over him.

                                  @

sexta-feira, 22 de janeiro de 2021

O meu povo está cego - My people are blind

 



Outra vez, mais um vez, com profunda
tristeza e amargura assisto o povo, o 
meu povo, absolver Barrabás e, como 
louco ensandecido, sacrificar a 
decência e outros valores que me são 
caros.

Definitivamente não sei como o meu 
povo pensa que será o mundo quando 
todos, sem exceção, tiverem que negar
a minha existência.
Que triste, que triste, que triste!

O meu povo não tem a menor noção 
do que pede, do que quer.
Consternado grito: não, não, não!
O povo, o meu povo, está surdo e 
não me ouve.
Ele se perdeu.

Transbordando tristeza assisto a 
minha gente, como uma manada em
estouro, rumando ao precipício e 
então, desta feita suplico: - Outra 
vez não! Por favor não! Choro!

A tristeza inunda o meu coração, 
perdi os meus filhos, perdi a parte 
mais preciosa da minha criação.
Humilde, ainda que sabendo que 
jamais me ouvirão, suplico que me
ouçam,  pois sou a solução.

Do topo do monte onde, em outro 
tempo, fui crucificado, assisto o meu
povo, gente pela qual dei a minha
vida, iludida, louca ensandecida 
absolverem Barrabás e me 
condenarem uma vez mais.

 Habacuc - Chuy, janeiro de 2021

             @


My people are blind


Once again, with deep sadness and bitterness,
I watch the people, my people, acquit 
Barabbas and, like madmen, sacrifice 
decency and other values that are dear to me.

I definitely don't know how my people think
the world will be when everyone, without 
exception, has to deny  my existence.
How sad, how sad, how sad!

My people have no idea what they are asking
for, what they want.
Dismayed, I cry out: 
no, no, no!
The people, my people, are deaf and they do
not hear me.
They are lost.

Overflowing with sadness, I watch  my 
people, like a stampeding herd, heading for 
the precipice, and  so, this time I beg: 
Not again!
Please, no!
I cry!

Sadness floods my heart, I have lost my 
children, I have lost the most precious part 
of my creation.
Humbly, even though I know they will
never hear me, I beg them to listen to me,
for I am the solution.

From the top of the hill where, in another
time, I was crucified, I watch my people, 
the people for whom I gave my life, 
deluded, maddened, absolve Barabbas and
condemn me once again.

                    @





sexta-feira, 15 de janeiro de 2021

Todos mentimos - We all lie

 


Todos mentimos!
Minto eu, tu, ele,
Nos, vós, eles,
Todos mentimos.
 
Minto como forma de vida,
Minto para sobreviver,
Todos mentimos,
Minto até sem querer.
 
A mentira é fatídica, ela
Entorpece, engana, faz sofrer,
Todos mentimos,
Ainda que mintamos 
Somente para esquecer.
 
Minto no intento de  
Sobreviver, os arroubos da 
Mentira.
Vivo minhas mentiras 
No anseio de não morrer.
 
Todos mentimos,
Minto eu, tu, ele,
Nós, vós, eles,
Todos mentimos.
 
Que a verdade não me ouça,
Mas dependendo só dela 
Seria angustiante viver,
Então minto.
Minto para mim, minto 
Para ti.
 
Sabendo ser a mentira um
Pecado, desde já suplico 
Por perdão.
Foram tantas as vezes que 
Menti, que perdoar-me 
É quase um senão. 


O Observador - Brasília, julho de 2011
 
           @



We all lie

We all lie!
I lie, you lie, he lies, 
we lie, they lie,
we all lie.

I lie as a way of life, 
I lie to survive. 
We all lie, 
I even lie unintentionally.

The lie is fateful, it numbs,
deceives, makes you suffer,
we all lie, even if we lie 
only to forget.

I lie in an attempt to survive 
the outbursts of the lie.
I live my lies in the 
yearning not to die.

We all lie, 
I lie, you lie, he lies, 
we lie, they lie,
we all lie.

May the truth do not hear me, 
but depending only on her, 
it would be agonizing to live, 
so I lie.
I lie to myself, 
I lie to you.

Knowing that the lie
is a sin, I beg for forgiveness.
I have lied so many times in
my life that to forgive myself
is almost a chore.

            @

Manifestar - To express.

Transbordando medo, invento uma desculpa para justificar a minha culpa por não falar quando o mundo pede para eu me manifestar. Aterrorizado...