quarta-feira, 15 de julho de 2026

Canção no exílio - The song in Exile.

 

Na dor do frio da solidão canto a mais

triste canção; misericórdia meu

amado Deus! 

Senhor, ouça os soluços deste seu

filho que Vos fala em oração. 


Tomado pela tristeza, há muito fui 

abandonado pela razão. 

Vivo um exílio, exilado nas lágrimas

que lavam o meu rosto no escuro das

noites gélidas que angustiam o meu

coração.


No abandono em que fui atirado,

ouço as batidas tristes do meu

coração clamando por clemência. 

A clemência não me ouve, a

clemência não vem.  


A mesa está posta, o cálice servido e

um trago me foi imposto sem que

me fosse dado à recusá-lo.

Estou só, choro as lágrimas do

inocentes, um exilio que mata os

meus sonhos e as minhas ilusões.


O Mensageiro - Chuy, julho de 2026.


                    & 


The song in Exile.


In the bitter cold of loneliness, I sing the
saddest song; have mercy, my beloved
God!
Hear the sobs of this son of Yours who
speaks to You in prayer.

Overcome by sadness, I was long ago
abandoned by reason.
I live in exile, exiled in the tears
that wash my face in the darkness
of the freezing nights my
heart endures.

In the abandonment into which I was cast,
I hear the sorrowful beats of my
heart crying out for mercy.
Mercy does not hear me;
mercy does not come.

The table is set, the cup is filled, and
a drink was forced upon me without
my being be allowed to refuse it.
I am alone; I weep the tears of the
innocent—an exile that kills
my dreams and my illusions.

                    &


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