Em meu versar, verso tudo que entendo ser a vida. Verso o amor, o desamor, as curas e as feridas. Eu verso o amanhecer e o anoitecer, verso nós, vós e você. Verso também o que acreditas não existir, verso a alegria do ir e vir, verso a vida e a dor do parir. Eu verso! Verso o que dissestes ontem, o que dizes hoje e o que dirás amanhã. Verso a cor da noite e o sabor da maçã.
quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012
terça-feira, 31 de janeiro de 2012
Momento de oração - A Moment of Prayer.
Momento de compenetração, desejo de reunir os
pensamentos e focar em um só objetivo, estar
com Deus.
Chegado o momento da oração, os meus
pensamentos rebelam-se e, aproveitando-se de
um só segundo de descuido meu, pensam em
coisas que jamais deveriam pensar durante as
orações.
Preciso falar, quero conversar com Deus, mas
alguns pensamentos rebeldes, ignorando a
importância do momento, voam, vão a lugares
onde nunca vou e trazem a baila temas os quais
interferem em a minha oração.
É hora da oração!
Agarro os meus pensamentos e os obrigo a
ficarem quietos ao meu lado, ainda que não
entendam a importância das orações.
Começo a orar e então, aproveitando esse meu
momento de concentração, os meus
pensamentos voam, voam e vão a lugares
onde acreditam eu não poder alcança-los.
Excessivamente rebeldes os meus pensamentos,
como moleques vadios, se dispersam quando
estou em oração.
Sim! Os meus pensamentos são como crianças
malcriadas, não aceitam as obrigações.
Hora de ir à Igreja!
Nesses momentos os meus pensamentos me
suplicam para eu não vá mas vou, vou e os
arrasto, os obrigo a virem comigo.
Na igreja, é uma luta manter os meus
pensamentos concentrados à missa.
Basta um descuido e os meus pensamentos se
dispersam, e dispersos, observam toda gente ao
meu redor fazendo os piores juízos.
São comentários totalmente impróprios para
quem está buscando Deus.
Habacuc - Brasília, janeiro de 2012.
*
A Moment of Prayer
Prayer!
A moment of deep reflection, a desire to gather my
thoughts and focus on a single goal: to be
with God.
When the time for prayer arrives, my
thoughts rebel and, taking advantage of
a single second of my inattention, they dwell on
things they should never think about during
prayer.
I need to speak; I want to talk with God, but
some rebellious thoughts, ignoring the
importance of the moment, fly off to places
I never go and bring up topics that
interfere with my prayer.
It’s time to pray!
I grab hold of my thoughts and force them to
stay still by my side, even though they don’t
understand the importance of prayer.
I begin to pray, and then, taking advantage of this
moment of concentration, my
thoughts fly, fly, and go to places
where they believe I cannot reach them.
My thoughts are excessively rebellious,
like mischievous kids; they scatter when
I’m in prayer.
Yes! My thoughts are like
naughty children; they don’t accept their duties.
Time to go to church!
At times like these, my thoughts
beg me not to go, but I go, I go, and I
drag them along, forcing them to come with me.
At church, it’s a struggle to keep my
thoughts focused on Mass.
One moment of inattention is enough for my thoughts to
wander, and once they’re wandering, they observe everyone
around me and make the worst judgments.
These are comments totally inappropriate for
someone who is seeking God.
*
sexta-feira, 27 de janeiro de 2012
Sol do meio dia
Com as mãos nos bolsos, sob o sol inclemente, desço a rua
arrastando, insolentemente, os meus chinelos.
O sol mente!
O sol mente dizendo que não me queimar, enquanto me
queima.
Apesar de tudo creio que o sol não furtará os pensamentos
que, descuidados, rolam em minha mente implorando para
serem pensados, e eu os penso.
Penso, penso sobre; quando terá sido a última vez que
passei por esta mesma rua que agora, displicente, caminho.
O sol é escaldante, o vento com preguiça de soprar, sopra
preguiçosamente enquanto o calor abrasador desove os
pensamentos que vagam em minha mente.
Desço a rua calmamente enquanto procuro em meus
bolsos o que não encontro em minha cabeça.
Por que insisto em viver a vida quando vida não se
importa comigo?
Desço a rua com as mãos no bolso e sigo assim sem a
intenção de chegar a lugar algum.
Com a mente obstruída pelo calor do sol desço a rua com
passos displicentes, louco para chegar onde o dia nasceu.
De repente paro!
Paro diante de um pensamento que há muito perdi e que
agora, senhor já idoso, retorna para me questionar.
O sol é escaldante e os meus pés, descalços, caminham
sobre o cascalho quente que o vento com preguiça se
recusa a soprar.
Enquanto desço a rua com a mente repleta de pensamentos
que odeiam serem pensados, o sol chicoteia a minha pele
querendo me obrigar a voltar para casa.
Lido da Silva - Brasília, janeiro de 2012.
*
quarta-feira, 25 de janeiro de 2012
Vaguei - I wandered
Vaguei!
Perdido em mil pensamentos vaguei.
Vagando escutei tantos lamentos que por fim os
lamentei.
Falei!
Andei por caminhos ermos, perdido me
Acostumei a não saber a quem amei.
Amei!
Amei!
Amei, recebi flores, dei carinho e, os carinhos
que não tive a quem dar, dormiram em meus
braços vazios, para que eu não dormisse
sozinho.
Vaguei!
Em devaneios vaguei até me encontrar em
Em devaneios vaguei até me encontrar em
prantos.
Caminhando sem rumo, encontrei um mundo
Caminhando sem rumo, encontrei um mundo
onde os lamentos eram mudos e as tristezas
algo que passavam, sentimentos que se
escondiam nos Corações.
Chorei!
Chorei!
Acho que chorei enquanto não me escutava e,
quando me escutei, guardei os meus prantos
quando me escutei, guardei os meus prantos
em mim.
Vaguei.
Vaguei, perdido em devaneios vaguei.
Vaguei, perdido em devaneios vaguei.
Vaguei por ruelas que pareciam com a minha
vida, a vida que eu vivi até ser tomado pela
solidão.
Em aflição falei coisas que não gostava de
Em aflição falei coisas que não gostava de
ouvir, mas falei.
Falei com a intenção de magoar alguém que,
talvez, nunca tenha tido intenção de me fzer
chorar.
Mauro Lucio - Brasília, janeiro de 2012.
*
I wandered
I wandered lost in a thousand thoughts
I heard so many laments that finally I did
Lament too. I have spoken! I walked along paths
And lost, I got used do not know whom I loved.
I wandered lost in a thousand thoughts
I heard so many laments that finally I did
Lament too. I have spoken! I walked along paths
And lost, I got used do not know whom I loved.
I
loved, I received flowers, I gave love and
the
Love that I had no one to give I did sleep
with it
In
my arms in the way I did not sleep alone.
I wandered! In dreams I wandered up till to find
I wandered! In dreams I wandered up till to find
Myself in tears. Walking without knowing where
To
go, I found a world where the laments were
Dumb
and the sadness something what went and
Hid in hearts. I cried! I think I
cried while you
Did not listen to me and I kept
my tears inside
Myself.
I wandered, lost in reverie I wandered.
I wandered in a street that looked like my life,
I wandered, lost in reverie I wandered.
I wandered in a street that looked like my life,
The life I lived till
now. Distressed I said things
That did upset me, things
that I did not liked to
Hear
but I
spoke it with the intent of to hurt
Someone, someone who maybe loves
me.
*
*
Moça de pele escura
Moça de pele escura, cuja a cor guarda o
calor do sol e a calma da lua.
Moça!
Moça de pele escura!
Moça de pele escura!
O teu caminhar, caminhando para mim,
é como o caminhar das deusas é como o
voar de uma estrela se entregando ao
é como o caminhar das deusas é como o
voar de uma estrela se entregando ao
universo sem fim.
Deusa!
Minha deusa de ébano, com um sorriso
de marfim, discreta no jeito de amar e
misteriosas no jeito de se entregar.
Moça de pele escura!
És a noite que, todas as noites, vêm
És a noite que, todas as noites, vêm
comigo se deitar.
O teu sorriso moça, brilha como o
prateado da lua em uma noite de luar,
O teu perfume é como o perfume da
primavera que veio para nunca mais
me deixar.
Moça de cor escura!
Me cura desta paixão desmedida, sara
as minhas feridas, deixa eu contigo
ficar.
Moça, és mais linda que a noite mais
linda que Deus conseguiu criar.
A tua meiguice toca o meu coração e
o induz a devaneios e, de devaneio em
devaneio, me deito em teus braços e
neles me deixo ficar.
Moça de pele escura!
Cura a minha paixão dizendo me amar.
Tira-me da minha dura realidade e me
leva para o teu mundo, o mundo da
minha ilusão, lugar, este, onde
acredito ser possível tu me entregar o
teu coração.
Moça de pele escura!
Me iluda!
Diga que vais comigo ficar.
Mauro Lucio - Brasília, janeiro de 2012
*
Não chora Não! - Don´t Cry!
Uma gota d’água cai sobre a flor, e sob o
seu pelo a flor se curva.
A flor curva-se, vai até ao chão onde
beija o chão e desperta a poeira.
Desperta a poeira se levanta e atira-se em
seus olhos, e então a flor chora.
A flor chora e eu lhe digo:
"Não chore não!"
A tempestade veste o dia.
O vento sopra agressivo sobre a relva,
no céu um trovão urra.
Assustada, por entre os relâmpagos, uma
gota d’água cai.
Cai mais uma gota, a gota cai sobre a flor
e a verga, verga-a e a obriga deitar-se
com o chão.
Finda a tempestade o sol, revoltado,
queima.
O sol torra tudo sob o céu e então a
flor, lamentando a sua sorte, murcha.
A flor murchar e grita o desespero de
haver sobrevivido a tantas
tempestades para morrer queimada
pelo sol.
Mauro Lucio - Brasília, janeiro de 2012.
*
*
Don´t cry!
A drop of water falls on the flower and the
A drop of water falls on the flower and the
Flower bows, it bows to the ground. Forced
The flower bends down till kisses the ground
The flower bends down till kisses the ground
And the dust rises, the dust rise and falls into
Her eyes and she cry, she cries and I tell her:
- Please don’t cry, no!
The wind, aggressively, blows the flower and,
In the sky a thunder roars, frightened, and amid
The lightning, another drop of water falls.
Another drop of water falls over the flower and
Wicker her, forced the flower lye on the ground.
When the storm is over, the sun, angry, burn, it
When the storm is over, the sun, angry, burn, it
Roast everything under the sky. The flower
Withers, afflicted the flower wither and cries the
Despair of to have survived so many storms
And see herself dies burnt by the sun.
*
Ouça-me senhor!
meio a espinhos.
Caminho sozinho!
Abandonei o Vosso caminho meu amado Deus e,
perdido em tormentos, não vejo o sol surgir no
amanhecer e nem o vejo se despedir no anoitecer.
As minhas noites são escuras, sem luar, a brisa
que passeia na madrugada, já não me vestes com
o seu perfume e a noite, outrora exuberante de
alegria, não dança mais para mim.
Tome a minha mão meu bondoso Deus!
Acolha-me em vosso caminho, reencontre-me,
diga que ainda me ama.
Meu amado Deus!
Nos caminhos por onde ando há somente pedras,
pedras que dilaceram o meu espírito e este sangra.
O meu espírito sangra e vacila sob o peso dos
meus pecados, pecados que empurram-me para o
vazio da solidão.
Senhor!
Seja misericordioso para comigo!
Tenha compaixão do meu espírito rebelde, que
insiste em caminhar por caminhos que contrariam
o Senhor!
Meu Deus!
Bato à Vossa porta para pedir que acenda a Vossa
luz no meu dia a dia!
Peço para que não me deixes caminhar sozinho
em meio aos tormentos que atormentam o meu
ser!
Senhor!
No escuro da minha ignorância o sol queima como
fogo e desconhece a clemência do Vosso Amor.
Salve-me meu amado Deus!
Seja para mim o que sempre propuseste ser.
Socorra-me antes que a luz da vida se apague para
mim.
Habacuc - Brasília, janeiro de 2012
*
segunda-feira, 23 de janeiro de 2012
A palavra - The word

Uma palavra, um afago, motivo de felicidade, dar a mão.
Uma palavra, uma agressão, um gesto bruto e a abrupta
Batida do coração.
Lágrimas por causa do que foi dito, mágoa pelo que se
Deixou de dizer.
Uma palavra, um afago, motivo de felicidade e a
Ansiedade causada pela expectativa do que se vai dizer.
Uma palavra, um abrigo, afeto, auxilio do que foi dito, o
Bem.
Uma palavra, a mesma palavra dita de um jeito
Diferente e o mal entendido instalado causando aflições.
São palavras as mesmas palavras ditas em diferentes
Circunstancias.
Sensações distintas para um mesmo ato.
Palavra!
A mesma palavra que outrora fazia sorrir, agora faz chorar.
Uma palavra, um tapa, o desabrigo, desespero e a lágrima.
A vontade desfeita, o desejo, desesperado foge e se
Esconde com medo de ser ofendido.
Uma palavra amiga, um afago, motivo de felicidade
Porque o que outrora fora ofensa, agora já não ofende
Mais.
Palavra doce, algo que transborda felicidade e enfeita
Faces com sorrisos.
O Mensageiro - Brasília, janeiro de 2012.
*
The word
A word, a caress, a source of happiness, to give a hand.
A word, an aggression, a rough gesture and an abrupt
Heartbeat. Tears because of what was said, hurt by what
A word, a caress, a source of happiness, to give a hand.
A word, an aggression, a rough gesture and an abrupt
Heartbeat. Tears because of what was said, hurt by what
Was
forgotten to say. A word, a cuddle, a reason for
Happiness
and anxiety caused by expectation of what is
About
to be said.
A word, a shelter, affection, assistance of what has been
A word, a shelter, affection, assistance of what has been
Said, the good. A word! The
same word spoken in a
Different
moment causing trouble due to the
Misunderstanding.
These words, the same words spoken
In
different circumstances. A different sensations for the
Same act. Word, the same word
that once makes smile
Now
it makes to cry.
A word, a slap, homelessness, despair and tears.
A word, a slap, homelessness, despair and tears.
An undone will, the desire, despair, flees and hides itself
In
fear of being offended. Friendly
word, a cuddle,
A reason for happiness cause what has been a offense
Before
now its no longer shocks. Sweet word, something
Tat
makes it to overflows with happiness and decorates
Faces
with smiles.
*
*
quinta-feira, 19 de janeiro de 2012
Minha infância - My childhood
Lá na minha infância, já quase esquecida no tempo,
Recordo-me das noites de lua e do céu repleto de estrelas.
Eram ruas sem luzes, eletricidade naquele povoado não
Existia, e eu vivia! Eu era feliz, éra feliz!
Na minha infância eu esperava pela noite com ansiedade,
Não tínha medos, não tinha espantos e sem receios saía à
Rua para brincar.
Na minha infância eu esperava pela noite com ansiedade,
Não tínha medos, não tinha espantos e sem receios saía à
Rua para brincar.
Na minha infância eu gostáva de sair à noite para brincar na
Rua, me escondia enquanto a lua, cúmplice das minhas
Brincadeiras, me procurava.
Enquanto me escondía da lua, observáva as estrelas cadentes
Que despencavam do céu como se brincassem comigo.
Lá na minha infância, já quase esquecida no tempo,
Eu gostáva de sair à rua à noite para brincar.
Brincadeiras, me procurava.
Enquanto me escondía da lua, observáva as estrelas cadentes
Que despencavam do céu como se brincassem comigo.
Lá na minha infância, já quase esquecida no tempo,
Eu gostáva de sair à rua à noite para brincar.
Na minha infância, num povoado perdido na distância, a lua
Brilhava em um sorriso deslumbrante, encantada com a
Beleza das estrelas.
A lua brilhava iluminando, enchendo de luz o palco onde
Os amimais, as aves, os répteis e os insetos da floresta davam
Concerto em um espetáculo preparado só para nós,
Gente daquele lugar.
A lua brilhava iluminando, enchendo de luz o palco onde
Os amimais, as aves, os répteis e os insetos da floresta davam
Concerto em um espetáculo preparado só para nós,
Gente daquele lugar.
La na minha infância, num povoado já esquecido no tempo,
Que hoje chamo de saudade, eu gostava de sair à noite para
Brincar na rua.
Em minha rua havia a menina Ana que nunca me notara,
Mas que guardei ser ela a minha bem amada.
Saudades, saudades da lua, das estrelas e da minha rua,
Muitas saudades da minha infância, quando a lua não
Em minha rua havia a menina Ana que nunca me notara,
Mas que guardei ser ela a minha bem amada.
Saudades, saudades da lua, das estrelas e da minha rua,
Muitas saudades da minha infância, quando a lua não
Cansava-se de brincar de esconde - esconde comigo.
O Mensageiro - Brasília, janeiro de 2012.
*
My childhood
Back in my childhood, almost forgotten in time, I do remember
Back in my childhood, almost forgotten in time, I do remember
The beautiful moon’s nights and the sky full of stars. There were
No light on the streets, electricity in that town did not existed,
And we were very happy. We were happy! In my childhood we
Use to wait for the night with anxiety, at that time there have no
Fears, no terrors and we use to go outside to play.
In my childhood I liked to go out at night to play on the street,
In my childhood I liked to go out at night to play on the street,
I use to hid myself from the moon, the moon that was my
Accomplices in my games and playing, the moon look for me.
As I hid from her, I watched the shooting stars falling from
The sky as if it comes to play with me. Back in my childhood,
Already almost forgotten in time, I enjoyed going out at night to
Play on the street.
In my childhood, in a village lost in the distance, the moon shone
In my childhood, in a village lost in the distance, the moon shone
In a dazzling smile enchanted by the beauty of the stars.
The moon shone filling with light the stage where the insects and
The animals of the forest performed a concert in a show prepared
Just for us, people from that place.
It in my childhood, in a village forgotten in time, and which
It in my childhood, in a village forgotten in time, and which
I miss so much; I use to go out at night for to play on the street.
There in my street have a girl named Bárbara, who never noticed
Me but, I kept her as my special one. I miss, I miss the moon so
Much, I miss the stars and I miss my street too. I miss so many
Wonderful memories of my childhood, when the moon did not get
Tired of to play with me.
*
*
Pensamentos - Thoughts
Mostram-se tanto na forma do bem, quanto na do mal.
O pensamento é a vontades, a ambições, o desejo e os
Sonhos, todos ansiando a se materializar.
No cerne dos pensamentos luzes brilham, mas lá há
Também as sombras, os medos, as incertezas e outras
Tantas mazelas que se não vigiadas transformam o
Pensamento em monstro, em perversão.
O pensamento quando embrionado no mal é assustador.
A vigilância constante afasta os espíritos malignos dos
Pensamentos em gestação impedindo-os de alimentar
Com ódio quaisquer pensamento que vem à luz.
O estado de espírito do vivente é fator determinante do
Caráter de um pensamento de forma que, permitir que a
Luz brilhe sobre a alma afasta as sombras que
Escondem as forças malignas que agem no inconsciente das
Mentes em desalinho.
Os pensamentos são delírios que nascem no inconsciente
Da mente, são a síntese do que passeia, do que envolve o
Espírito no momento que se dão.
Pensamentos! Vontades ainda não satisfeitas, ambições
Ambicionando, anseios e desejos não satisfeitos.
Pensamentos! Sentimentos dispersos, vagos, permissividades
Que viajam do permitido ao proibido despudoradamente
Acreditando na ilusão de poder e do o pensamento é o
Culpado de todos os enganos, é a origem dos desengano.
Pensamentos! Delírios, fantasias, desilusões.
Lido da Silva
*
Thoughts
Thoughts born at the hidden of the mind, it overflow it shows up
Thoughts born at the hidden of the mind, it overflow it shows up
Itself as much in good way as in evil way. The thought is the
Wishes, the ambitions, dreams and desire all longing to manifest.
Lights use shine at the thought’s heart but, also, there are
Shadows, fears, uncertainties and other ailments that if not
Monitored transform the thought into a monster, in perversion.
When embryonated in evil, the thought is scary, but constant
When embryonated in evil, the thought is scary, but constant
Guard wards off evil spirits prevent them to breastfeeding, with
Hatred, any unbalanced thought. The mind’s mood is the
Determinant factor of the thought’s character, so allow the light
To shine on the soul keep away the shadows which hide the
Negative forces that act in a troubled minds.
Thoughts, a delirium that born in the mind’s unconscious, it is
Thoughts, a delirium that born in the mind’s unconscious, it is
The synthesis of what visit, of what involve the spirit, it is an
Ideas that involves the thoughts! Thoughts! Wills not yet
Satisfied, ambitions and aspirations, dreams not accomplished,
Scattered filling, vague, permissiveness that travel from what
Permitted to the prohibited, creating the illusion of be able to do
Things that cannot and the illusion of to have power. Thoughts!
All the mistake’s blame, the origin of disappointments.
Thoughts! Delirium, fantasies, delusions.
*
*
terça-feira, 17 de janeiro de 2012
Dorme comigo - Sleep with me.
Chove sobre o meu telhado e as telhas furadas pingam. Pingam!
As goteiras pingam e cantam uma melodia incessante, repetitiva,
Interminável que me aborrece, aborrece-me, não consigo dormir.
Rolo e rolo em minha cama enquanto a noite vai embora e a
Madrugada chega e me encontra as voltas com os pingos que
Pingam sem parar. Chove!
Chove uma chuva que se chovesse sobre mim não me molharia
Tanto quanto me molha, chovendo sobre o meu telhado.
Chove sobre o meu sono que desesperado pinga, pinga e em sua
Goteira canta melodias enfadonhas que pingam em meu ouvido
E não me deixam dormir.
Chove sobre o meu telhado todas as chuvas que já conheço.
Chove as tristezas, as decepções e as frustrações e chove, chove e
Gotejam sobre mim.
A chuva chove e canta em meu telhado; canta e me convida a
Ouvir o seu gotejar. a chuva chove impiedosa e pinga em meu
Coração.
Chove sobre o meu telhado e este goteja, ele goteja todos os
Pensamentos que pensei haver esquecido, e pinga.
Pinga sobre a minha cama as lembranças e os amores que vivi
Num passado que pensei haver me abandonado, mas que dorme
Todas as noites comigo.
Chove, chove em meu telhado, que furado, pinga e suas goteiras
Pingam suas mágoas em meu coração e não me deixam dormir.
Chove, chove e pinga pingos que cantam canções que parecem os
Lamentos que nunca esqueci.
*
Sleep with me.
It rain on my roof and the tiles stuck leaks. It leaks!
It rain on my roof and the tiles stuck leaks. It leaks!
The dripping gutters and sing an incessant melody, repetitive,
An endless melody that bothers me and disturb my sleep.
I roll and roll in my bed as the night goes away and dawn
Comes and meet me in trouble with the no stop drops. It rains!
It rains a rain that, if it was raining over me, it would not
Watered me as much as it wet me raining on my roof.
It rains on my sleep which desperate drip, it drip and in its
It rains on my sleep which desperate drip, it drip and in its
Gutter sings a dull melody that drips into my ear do not
Allowing me to sleep. It rains on my roof all king of rains that
I know. It rains the sorrows, the disappointments and
Frustrations and it rains, it rains and dripping drips on me.
The rain rains and sings on my roof, it sings and invites me to
Hear its drip. The rain, relentless, rain and drips over my heart.
It rain on my roof and my roof drips, it drips all thoughts that
It rain on my roof and my roof drips, it drips all thoughts that
I thought I had forgotten and it drips. It drips on my bed all
The memories and loves that I have lived in a past that I
Thought it has abandoned me but that still sleeps with me
Every night. It rains, it rains on my roof which stuck drips
And gutter its sorrows in my heart and do not let me to sleep.
It rain, it rain and drips drops that sing songs that seem to be
The laments that I have never forgotten.
*
*
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Transbordando medo, invento uma desculpa para justificar a minha culpa por não falar quando o mundo pede para eu me manifestar. Aterrorizado...
-
Ei, por que não aceitas o meu convite para caminhares comigo? Vem! Saiamos ao encontro do amor que quero te dar. Ouça-me! Não te cansarei ...
-
O aproximar do Expresso-26 da estação faz disparar o meu coração. Não tarda e terá chegado o momento de embarque, a triste hora de despedida...













