segunda-feira, 10 de março de 2014

Dia das mulheres - Women's Day



Mulher!
Filha, irmã, amiga, namorada, esposa, mãe.
Mulher!
Companheira, cúmplice, amante, amiga eterna.
Mulher!
Mulher, abraço, sorriso, emoção, lágrimas, afeição,
Mulher, ternura, perdão, paixão, compaixão, amor.
Mulher!
Mulher! Ser divino, santa, mãe. Irmã, avó, avó!
Mulher! Sorrisos, lágrimas, mãos, braços, abraços,
Mulher! Pensamentos, sentimentos, perdão, equívocos,
Mulher!
Certeza, beleza candente em meio às tempestades,
Lágrimas nas partidas, sorrisos nas chegadas
Abraços eternos e desejo de que todos os dias
Sejam “O dia das mulheres”, o teu dia, o dia de eu
Te beijar, como eu deveria beijar-te todos os dias.
Beijo-te mulher.
Mulher.

              O Mensageiro - Chuy, março de 2014.

                                       &

Women's Day

Woman!
Daughter, sister, friend, girlfriend, wife, mother.
Woman!
Companion, accomplice, lover, eternal friend.
Woman!
Woman, hug, smile, emotion, tears, affection,
Woman, tenderness, forgiveness, passion, compassion, love.
Woman!
Woman! Divine being, saint, mother. Sister, grandmother, grandmother!
Woman! Smiles, tears, hands, arms, hugs,
Woman! Thoughts, feelings, forgiveness, mistakes,
Woman!
Certainty, burning beauty amidst the storms,
Tears at departures, smiles at arrivals
Eternal hugs and the wish that every day
Bes "Women's Day," your day, the day I
Kiss you, as I should kiss you every day.
I kiss you, woman.
Woman.

                       &

sexta-feira, 7 de março de 2014

A Choupana - The Cottage


Simples!
A choupana é tão simples quanto o soprar
dos ventos e tão complexa quanto as 
lágrimas que lacrimejam por um outro ser. 
Sim, a casota é tão misteriosa quanto os 
prantos que pranteiam sem nunca pedirem
para serem pranteados.

Bela como o cantar dos pássaros, meiga 
como os afagos apaixonados a choupana 
encarna as ilusões e as desilusões. 
Choupana!
Bela!
Simplesmente bela, choupana.

Linda choupana!
A luz em sua janela, soprada pela brisa
do anoitecer, baila um eterno valsar, 
gira, contorce, abraça, se deixa abraçar. 
Como a amante apaixonada, meiga, 
aguarda o seu amado que não tarda a 
chegar.   

Em sua pretensa solidão, a choupana 
encarna o espírito dos sorrisos e das 
lágrimas.
sabedora das despedidas, ouve 
consternada os adeus e os "até já!" dos 
amores e dos desamores que se dão em
seu cerne. 

Suave como o orvalho que banha as 
madrugadas, meiga como a brisa que 
sopra o amanhecer, a choupana 
apaixona a todos que se dispões com
ela conviver. 
Como o mais meigo dos abraços, a 
choupana anseia por abraçar você. 

 Lido da Silva - Chuy, Março de 2014
Siga o meu blog: ocantardosventos.blogspot.com


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The Cottage

Simple!
The hut is as simple as the blowing
of the winds and as complex as the
tears shed for another being.
Yes, the hut is as mysterious as the
tears that flow without ever asking
to be mourned.

Beautiful as the song of birds, tender
as the caresses of lovers, the little hut
embodies both illusions and disappointments.
Little hut!
Beautiful!
Simply beautiful, little hut.

Beautiful little hut!
The light in its window, stirred by the
evening breeze, dances an eternal waltz,
spins, twists, embraces, and lets itself be embraced.
Like a passionate, tender lover,
it awaits its beloved, who will soon
arrive.

In its supposed solitude, the little hut
embodies the spirit of smiles and
tears.
Well-acquainted with farewells, it listens
with sorrow to the goodbyes and “see you soon!” of the
loves and heartbreaks that unfold at
its very core.

Gentle as the dew that bathes the
early mornings, tender as the breeze that
blows at dawn, the little hut
captivates everyone who chooses to
spend time with it.
Like the tenderest of embraces, the
little hut longs to embrace you.

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domingo, 2 de fevereiro de 2014

Falo das tristezas



O tempo, senhor sábio, ensinas que expressar a
dor alivia as dores.
A tristeza ama a solidão, quando triste é sábio 
não esconder a tristeza.
Não ando na contra mão, coração é casa de 
mistério e os mistérios se alimentam de ilusões.

Enganar o espírito fingindo não perceber a sua
agonia é tortura.
A tristeza, se reprimida, enlouquece e, louca, 
desperta os males.  
Nunca me calo diante dos sofrimentos, choro,
evito a loucura.

Falo das minhas tristezas sem medo de que me
tomem por fraco.
Falo abertamente das minhas frustrações.
Não sou dado a ouvir  "opiniões" que reprimam
as lágrimas, que me fazem parecer vencido.

Tempo, mestre, sábio amante, sei que já 
vivestes situações diversas.
Vivestes os amores amados, e aquietastes os 
corações angustiados.
Falo das saudades que, aqui e ali, fustigam o 
meu coração.

      Lido da Silva - Chuy, Fevereiro  de   2014

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sábado, 1 de fevereiro de 2014

As palavras - The words



O coração lê as palavras de acordo com o seu estado de espírito,
daí a razão pela qual, às vezes, as palavras magoam quando 
estas não têm a menor intenção de magoar.

                            O Observador, fevereiro de 2014

                                       &

The words

The heart interprets words according to its state of mind,
That is why words, sometimes, hurt even when they have no 
intention of to do so.

                                        &

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Tropeço



Grite caso o susto tenha sido grande!
Não mude de assunto, o medo te pegou.
Se descalço as pedras mordem os teus pés,
de pé, pisas as agulhas da vida e a tua 
vida sangra.

Não chore os tombos que imaginas ter 
caído.
Esqueça os braços que fingem te amparar.
Melhor, esqueça tudo!
Deixe o "tudo" esquecido onde ele 
costuma repousar.

O que choras não melhora a tua vida.
Os motivos pelos quais vertes as tuas 
lágrimas não se importam contigo.
Os palpites são vãs, não sabem o que 
dizem, não mudam a situação.

Vire o tropeço do avesso e ele não 
balbuciará sequer um terço. 
Em meio aos "senãos", tempestades
desabam sobre a certeza e esta, 
transpirando dúvidas, treme.

O medo, quando com medo, 
envergonhado, diz estar tremendo de
frio.
O susto, causador da tua agonia, se só, 
se furta a ficar no escuro, as cismas o 
aflige ele tem medo do tropeço.

          O Observador- Brasília, Janeiro de 2014

                           &


terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Sentimentos


Ser amado? ...
Quantas vezes acreditei ser amado por alguém
E me descobri sem amor?
Amar? ...
Quantas vezes acreditei estar amando
E me descobri equivocado?
Equívoco!
Equívoco é tudo que vivo, é o que sou.
Sou um equívoco quando amo,
Vivo um equívoco quando acredito ser amado,
E me equivoco quando acredito no amor.
Quantos equívocos,
Quantas desilusões,
Quantas lágrimas,
Quantas decepções.
Ser amado? ...
Por quem, se o amor é um equívoco?
São tantos equívocos que não me equivocar
Causa-me frustrações.
Quantas vezes deixei de acreditar no amor
Por temer estar equivocado?
Sem equívoco, e com medo de me equivocar
Outra vez, durmo nos braços gelados da
Solidão.
                              
               Mauro Lucio, Brasília, Janeiro de 2014.

                              &

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Quero ouvir


Quero ouvir o amor através de ti!
Quero ver, quero ouvir em ti as 
mensagens e os mensageiros, as 
músicas que só o amor é capaz 
de cantar.

Canta!
Canta!
Canta!

Quero ver o amor do amor refletido
em teu sorriso, quero a expressão
da felicidade em tua voz.
Quero que sorria com a pureza 
cristalina da água da fonte.
Quero que sorria o sorriso da paz, e 
que sejas o reflexo do amor.

Sorria!
Sorria!
Sorria!

Louve!
Cante! Mas cante com o coração. 
Que o teu canto seja mais que uma 
simples canção. 
Cante! 
Que o teu cantar motive os cristãos
a responderem aleluia, aleluia, 
aleluia.

Cante!
Cante!
Cante!

Quero ouvir o amor através de ti.
Quero ver, quero sentir o amor 
genuíno em ti.
Quero! 
Quero a emoção dominando a tua
voz, quero em ti, o amor cantando
Para todos nós.
Cante!

       Habacuc - Brasília, Janeiro de 2014

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terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Que seja - Let it be



Que se dane os meus medos!
Que importa a angústia, e a incerteza do 
teu amor. 
Quero que não fiques comigo só por 
piedade e, se ficares, que não seja para
me atormentar com um mar de 
dúvidas.

Que as perguntas escondidas no silêncio
sejam compreendidas. 
Que as dúvidas, ainda que sendo só 
dúvidas, não sejam atormentadas pelos 
pesadelos da tua mudez.  
Que os meus ciúmes não sejam mais 
fortes que a razão da sua existência.  

Que o nosso amor seja somente nosso
amor!
Que a nebulosidade das tempestades 
não pairem sobre o brilho do teu 
sorrisos.
Que o sopro da brisa seja a poesia a ser
declamada em nosso anoitecer.

Que a avareza dos pensamentos que 
inquietam o meu espírito, não seja 
despertada por tua ausência no meu 
dia a dia. 
Que o apego às coisas, que não passam 
de coisas, não prevaleça sobre a sua
necessidade de se dar.

 Lido da Silva - Chuy, Janeiro de 2014

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Let it be 

To hell with my fears!
What does it matter—the anguish and the 
uncertainty of your love? 
I don’t want you to stay with me just becaus 
of  pity, and if you do stay, let it not be for to
torment me with a sea of 
doubts.

May the questions hidden in the silence
be understood. 
May the doubts, even if they are only 
doubts, not be tormented by the 
nightmares of your silence.  
May my jealousy not be stronger 
than the reason for your existence.  

May our love be only our love!
May the gloom of the storms do not hang 
over the brightness of your smiles.
May the breath of the breeze be the poetry to
be recited at our dusk.

May the greed of thoughts that trouble my 
spirit not be awakened by your absence in my 
daily life. 
May the attachment to things, which are 
nothing more than things, do not prevail 
over your need to give yourself.

               &



sábado, 4 de janeiro de 2014

Sirva-me um trago - Give me a drink



Sirva-me um trago!
Que ele amargue.
Que ele amargue até secar o meu corpo,
Até fazer o meu espírito estremecer de repugnância.
Sirva-me um trago!

Me dê mais um trago!
Não importa o quanto amargue.
Não ligo que me fira.  
As feridas ferem caladas, mordem a minha carne, 
Come-as quando não lhes resta mais nada para 
Comer. 
Por favor!
Sirva-me um trago.

Sirva-me só mais um trago!
Não importa que meus olhos lacrimejem!
Ainda que este seja um jeito covarde de expelir as
Verdades que os meus lábios, se sóbrios, não têm 
Coragem de contar.
Me dê mais um trago!

Sirva-me um trago!
Não importa que seja a saideira, desde que eu não
Tenha que ir-me agora.
O frio espreita lá fora, louco para desnudar os 
Bêbados incautos.
Me dê mais um trago!
Me dê aquele trago!
O trago que os bêbados demoram a beber!
Só mais um trago!
O trago da despedida.

Sirva-me o último trago!
O trago da lua.
A lua que passou a noite inteira calada observando
A minha bebedeira.
Me dê um trago para eu saudar o sol!
Sol que clareia a madrugada fazendo-a parecer
Uma mulher branca.

Sirva-me o meu último trago!
Que ele amargue! 
Que amargue até secar o meu corpo.
Que amargue até eu esquecer as feridas que me 
Trouxeram aqui para beber.
Me dê o meu trago!
Sirva-me um trago! 
Só mais um trago!
O último antes do meu adormecer.
Sirva-me um trago!
Sirva-me um Trago.

O Observador - Brasília, janeiro de 2014

                &


Give me a drink


Give me a drink!
Never mind if it bitter.
May it bitter till to dry my body, till my spirit
Wince in disgust. 
Give me a drink!

Give me one more drink!
No matter how it bitter.
I don´t care if it hurt me.
The wounds hurt silently, it bites my flesh.
The wounds eat my flesh when it has nothing else
To eat.
Please! 
Give me a drink.

Pour me a drink!
No matter if my eyes will weep, even if it seams a
Coward way to expel the truths, truths which my
lips, if sober, have no the courage to tell.
Please, give me one more drink!

Pour me a drink!
As long as I have not to leave now, never mind if
It will be the last one.
The cold weather is lurking out there, willing to
Undress the unwary drunks.
Give me another drink!

Give me a drink!
The one that the drunkards take a little longer to 
Drink, the farewell one.
Give me the last drink!
The moon one.
The moon that has passed over night watching me
To drinking.
Give me a drink to greet the sun!
The sun that brightens the dawn making it to look
Like a white woman.

Give me my last drink!
May it bitter!
May it bitter till to dry my body.
May it bitter until I forget the wounds witch brought
Me here to drink.
Give me my gulp!
Pour me a drink!
Just another gulp!
The last one before I fall sleep.
Give me a drink!
Give me a drink.

          &


quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Vento


Vento!
Menino vadio, travesso.
Garoto sapeca que suja 
As roupas do varal.
Vento!
Menino louco! 
Garoto dono da pirraças sem graça,
Bom de apanhar.

Sem graça!
Sim, sem graça!
Garoto travesso  em desordem sopra, 
Obriga a poeira sonolenta se levantar,
E a atira nos olhos que ousam olhar-lo
Com reprovação.

Aquieta-te vento!
Menino atrevido, descabido.
Deixa em paz as folhas mortas que
Drmem o sono dos justos.
Por que bolinar com corpos que
Jazem indefesos no chão?
Aquieta-te menino!

Fique quieto menino!
Não obrigue  deitar a relva que
Ainda não tem sono. 
Não faça lacrimejar olhos que não têm
Motivos para chorar!
Vai brincar! 
Vai moleque!

Vento, menino rebelde!
Cuida das tuas travessuras.
Menino sem compostura que atira
Tudo ao chão. 
Resmungão!
Acalma-te vento! 
Venha para dentro, aquieta-te.

                           Janeiro 02, 2014

              &


Desconfio - I suspect

Sempre desconfiei da sinceridade que desconfia da minha sinceridade, Claro, sendo humano, aqui e ali, tive os meus tropeços mas nada que mud...