Não há nada de anormal no comportamento das pessoas apontadas como “loucas, dementes, malucas”.
Observando atentamente o comportamento dessas pessoas concluí que o que se dá com elas é o fato de seus corpos, haverem vindo para a mesma dimensão das pessoas ditas “normais” enquanto os seus espíritos foram para outra dimensão diferente desta.
Atentem, as pessoas ditas “normais” não tem a capacidade e nem a sensibilidade necessária para verem e sentirem o que as pessoas ditas “loucas” veem e sentem. Da mesma forma que as pessoas ditas “loucas”, na maior parte do seu tempo, não vivem, não percebem o universo das pessoas ditas “normais”.
Reforço aqui que somente o corpo das pessoas ditas “loucas” se encontra neste universo. Os espíritos dessas pessoas vivem em um universo completamente diferente. Enquanto não houver este entendimento, esta compreensão por parte dos especialistas desta área, não haverá tratamento eficiente para este tipo de enfermidade.
Faz-se necessário que os doutores compreendam e aceitem a realidade de que somente o físico dessas pessoas se encontram aqui em nosso meio, em nosso mundo. Este fato por si só explica o porquê de essas pessoas pouco se importarem se estão vestidas ou nuas, se estão limpas ou sujas.
Essas pessoas, na maior parte do seu tempo, não tem noção de que seu físico se encontra neste universo, no universo das pessoas ditas “normais”. Elas não se relacionam com este universo.
Essas pessoas pouco se importam se dormem em casa ou ao relento, elas parecem não se importarem com o frio, com a dor ou a fome e tudo isto se dá porque somente os seus corpos estão aqui, no universo dos ditos “normais”.
No que concerne às violências praticadas pelas pessoas ditas “loucas”, tudo se dá exclusivamente porque as pessoas ditas “normais” não compreenderem e, consequentemente, não aceitarem e nem respeitarem a realidade das pessoas ditas "loucas”. Desrespeitados em suas privacidades, assim como qualquer ser vivo, os ditos “loucos” reagem e, dependendo da situação reagem com violência.
O universo onde o espírito de uma pessoa dita “louca” vive é completamente diferente do universo das pessoas ditas “normais”. Os ditos “loucos” interagem com as pessoas que vivem em seu universo e não com as pessoas do universo dos ditos “normais”. Além do que os doutores desta área, salvo raras exceções, não têm a mínima noção de como seja o universo onde os seus pacientes vivem, e nem com quem se relacionam. Daí eu questiono:
Como tratar o físico sem conhecer o espírito?
Como tratar o espírito sem crer na espiritualidade?
Ressalto que quando um dito “louco” conversa sozinho na realidade ele está conversando, interagindo com alguém do seu universo. Alguém que os ditos “normais”, por não pertencerem ao seu universo, não tem a capacidade de ver.
Normalmente, quando uma pessoa dita “normal” presencia uma pessoa dita “louca” falando sozinha, zomba, sorri e/ou até bulina com essa, atrapalhando a sua interação com o seu mundo, gerando assim a sua irritação e, até mesmo, a sua violência. Quem não se irrita quando interrompido no meio de uma conversa, um debate ou uma negociação? É preciso que as pessoas ditas “loucas” sejam respeitadas em sua privacidade.
Faz-se necessário explicar para os familiares, bem como para a sociedade de forma geral, que mesmo estando fisicamente no mesmo ambiente dos ditos “normais”, os ditos "loucos'', espiritualmente falando, vivem em outra realidade.
É preciso que a sociedade entenda que quando o dito “louco” conversa sozinho, quando ele gesticula, grita e fica nervoso ele não está tendo crise alguma, nessas ocasiões ele está simplesmente interagindo com pessoas que compartilham do mesmo universo que ele. Um universo do qual os ditos “normais” não compartilham. É necessário a compreensão de que somente o corpo da pessoa dita "louca'' está aqui neste universo, enquanto o seu cerne, o seu espírito vive numa outra dimensão. Uma dimensão onde ela interage e se relaciona com os viventes de lá.
Diante dos fatos acima entendo ser prudente aceitar não ser possível tratar a “loucura” como uma enfermidade fisicamente. Acredito ser impossível obter bons resultados tratando o físico, quando a “loucura” é uma enfermidade espiritual.
Concluo afirmando que os "loucos'', como apontados pelos doutores e especialistas, não existem. Ouso a afirmar que enquanto não houver, por parte dos estudiosos, o entendimento de que as pessoas por eles classificadas como “loucas” são apenas pessoas cujo os corpos nasceram nesta dimensão enquanto seus espíritos nasceram em dimensão diferente, todo e qualquer tratamento físico fracassará.
Conclusão
Em minha percepção não há como tratar de forma eficiente pessoas com problemas espirituais senão por meio de tratamento espiritual.
a - Posto isto ficam então as questões:
b - Como proceder o tratamento adequado?
c - Como pôr em prática o referido procedimento?
Bem, tudo começa com a aceitação, por parte dos profissionais da área, da existência do mundo espiritual. Superada a fase de aceitação do mundo espiritual, que é de extrema importância, o especialista tem que buscar a sua evolução espiritual de forma a se habilitar a navegar com segurança nesse universo.
Observo no entanto que o mundo espiritual, diferente do mundo material, não admite dúvidas ou incertezas. No universo espiritual, acredita e aceita de fato ou está fora. Nesse universo não há espaço para dúvidas.
Uma vez capacitado para a imersão no universo espiritual, o profissional estará habilitado para ir ao encontro do seu paciente onde quer que ele esteja e lá, no ambiente onde o paciente se encontra, o profissional empregará o método que lhe parecer mais apropriado no sentido de convencê-lo a aceitar a reencontrar o seu corpo e assim solucionar o problema que gera desconforto tanto para o paciente quanto para todos à sua volta.
Alerto aos interessados nesse assunto que todo este processo não pode ser confundido com uma aventura. Lembro, não iniciar uma viagem sem a certeza de crer no que faz. O universo espiritual é infinitamente mais complexo e sensível que o universo material.
O Observador - Brasília, Junho de 2022.
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