domingo, 19 de maio de 2019

O vociferar



Ouço ruídos nas ruas,
Os questionamentos são tantos
Que o vociferar esqueceu a cautela e,
Vocifera, vocifera sem parar.

As insatisfações espreitam,
O medo já não assustam as vozes,
Quando as vozes perdem o medo,
O medo não consegue perdurar.

As ruas estão inquietas,
O vai e vem não para, os múrmuros saem a noite.
Os outorgantes exigem serem informados,
Querem saber o que tem sido feito com o 
Que outorgaram.

Os ouvidos moucos, certamente, serão 
Atropelados, até porque o vociferar não vocifera 
De uma garganta só.
Se os outorgantes não estão satisfeitos com os
Outorgados mudanças virão.  

É sábio ouvir o vociferar das ruas,
Até porque as ruas sabem o que querem e, no 
Momento parece exigirem serem ouvidas,
Ouvidos, ouçam às ruas!

Os outorgantes estão indignados com os
Otorgados, o pudor há muito se escondeu de 
Vergonha, a vergonha, rubra de vergonha, não se
mostra.
A ponderação está de prontidão.


        O Observador - Castries, maio de 2019.


                  @


quarta-feira, 23 de janeiro de 2019

Não tenho pressa - I have no hurry


Já não tenho pressa,
A pressa não faz o menor
Sentido para mim.
A idade chegou, o peso
Do tempo ignora as 
Minhas vontades, 
Quando não zomba 
Destas.
Não lamento das coisas
Que fiz, e bem menos,
As que não fiz.
A maturidade ensina
Que as lágrimas não 
Trazem as coisas de 
Volta, não resolvem.
Passou, está enterrado,
Há de ser esquecido.
Já não tenho pressa,
A idade roubou-me a 
Disposição de correr,
E andando devagar,
Divago.
Divago e o divagar
Descasca as velhas 
Feridas e dói, faz as
Lágrimas 
Embaçarem o meu
Olhar.
De repente um 
Sorriso sorrir e me 
Recorda que lágrimas
Nada resolvem.
Interessante...
Quando jovem, em 
Meu intimo, me 
Preparava para a  
Idade, mas veja isto:
Idoso me dou conta 
de que fui pego nu
Pela velhice.
Deus meu! ... 
Confesso que nunca 
Imaginei ser a velhice
Assim.
Não que ser velho
Seja ruim, mas que 
Saudade da minha
Juventude!
Já não tenho pressa,
A pressa, agora, não
Faz o menor sentido
Para mim.

Habacuc - Castries(Sta. Lucia), janeiro de 2019



              $

I have no hurry

I'm long in a hurry.
The haste makes no
Sense to me.
The age has come, the weight
Of the time ignores mine
Wishes, when do not
Make fun of it.
I don't regret the things that
I have done, much less, the 
Ones that I have not.
Maturity teaches that tears
Ddon't bring things back,
Do not solve problems.
What has gone is gone, 
It's buried, it must 
Be forgotten.
I'm not in a hurry anymore
Age has stolen my 
Disposition of to running
And, walking slowly,
I digress.
I digress and the digress
Mess with old wounds and 
It hurts, makes the tears blur
My eyes.
Suddenly a smile smile
And reminds me that tears
Do not solves problems.
Interesting...
When I was young, in my
Intimate, I used to prepared 
Myself for the old age, 
But look at this:
As an old man I realize that 
I was caught naked by it.
My God! ... I confess that
I never imagine that old age
Would be like that, it is not that 
Bad to be old, but how 
I miss thing that I already lived!
I'm no long in a hurry,
Right now, haste makes no
Sense to me.

         $

domingo, 20 de janeiro de 2019

Indiferença - Indifference


O sorriso maroto, ignorante, ria zombeteiro
Enquanto a vida lhe escapa.
Chutar a porta não o incomoda o incomodo,
Para ele já está instalado.
Barulho pouco é besteira, não assusta.
As ruas, em pleno meio dia, dormem o seu 
Sono da meia noite.
Os cachorros da vizinhança, preguiçosos
Como seus donos, não ladram.
Na inércia dos inertes tudo de ruim acontece
Sem ser incomodado.
O furto que será anunciado amanhã, quando 
Anunciado, o pior já terá acontecido e mais
Nada a fazer senão especular.

Então o sorriso maroto ria zombeteiro.
A rua acorda alvoraçada, desinformada, não
Tem ideia da gravidade do que se deu.
A vida, que só tira os inocentes para dançar,
Passa.
Ela passa rápido como o argamandel.
Os viventes, não se dão conta de suas  
Obrigações, não aprendem com as lágrimas
Já vertidas.
Mais um dia!
Outro chute na porta que reclama rangendo,
Murmura um impropério qualquer e
Permanece inerte.
O tempo fechou, amedrontado o sorriso,
Outrora maroto, emudece o seu sorriso.
As luzes se apagam e os viventes, 
Amedrontados, se recolhem em suas camas
E fingem dormir.
Finalmente o medo se instalou.

Habacuc, Castries(Sta. Lucia), janeiro de 2019

                          %

Indifference


The naughty smile, ignorant, mocking laugh
While the life eludes him.
Kicking down the door doesn't bother him,
To him the mess is already installed.
Little noise is bullshit, it doesn't scare.
The streets, in the middle of the day, sleep 
Its midnight sleep.
The neighborhood dogs, lazy
Like their owners, don't bark.
In the inertia of the inert, everything bad 
Happens undisturbed.
The theft that will be announced tomorrow, 
When announced, the worst will have 
Already happened and nothing more can be
Cone if not to speculate.

Then, the mischievous smile laughed 
Mockingly.
The street wakes up in an uproar, 
Uninformed, have no idea how serious is 
What took place.
The life, which take only the innocent ones
To dance, pass by so fast.
It passes as quickly as the argamandel.
The living ones are not aware of their bonds,
They din't learn from the tears already cryed.
One more day, a new day!
Another kick at the door that complains 
Creaking, murmurs any impropriety and 
Remains inert, closed.
Time became heave, frightened the smile,
Once naughty, now keep mutes his smile.
On the streets the lights go out and the 
Living, frightened, retreat to their beds and
Pretend to be sleeping.
Finally the fear is set in.

                           @

sexta-feira, 11 de janeiro de 2019

Tu gente sem credo





Que tu criatura sem fé não me ouças,
Mas azar o é teu.
Experimentar o terror do medo
Sem ter a quem gritar,
Engolir os sustos a seco,
Sem ter em quem se apegar,
E não gozar da alternativa de  
Poder clamar,  é desventura,
É desventura.

Que tu pessoa sem fé,
Em tua descrença não convalesça nos braços
Da depressão.
Que o frio do desagasalho espiritual não
Vista o teu coração.
Que a materialidade das coisas nunca lhe
Pregue um sermão.
Que a verdade irada não lhe atire ao chão.

Que tu gente sem fé não me leia,
Que não ouça as orações que oro por teu espírito,
Pois as oro por teu espírito e não para o teu espírito.
Que a minha fé não lhe agrida,
Por não ser esta a minha intenção,
Oro por ti, como oro para nossos irmãos,
Coisas do meu coração.

Que tu gente sem fé,
Não sinta medo, que as enfermidades jamais
Lhe encontre, que os amigos não lhe faltem,
Pois creio ser desesperador a solidão,
Penso ser horrível o inverno espiritual,
E enlouquecedor a falta de um ser supremo,
A falta de um porto confiável,
Nos momentos das grandes tempestades.                                                                

Que tu pessoa sem fé não me leia!
Que nunca saiba das orações que oro por tua alma,
Que rogo a Deus piedade para o teu espírito.
Pois é certo que, inda que tarde, haverá de chegar
O momento em que tu se encontrarás
Frente a frente com Deus.
Oro para que esse dia seja um dia de
Arrependimento
Que seja o dia de pedido de perdão,
Que não seja de contestação.

                      %

quinta-feira, 10 de janeiro de 2019

A merda pariu - Oh shit



Do deboche à trapaça, coisa
sem graça, coisa de um 
sorriso só.

É um nó!
A vontade de xingar não 
vinga, a boca cala, passa.

O sorriso não foi convidado,
a presença do choro, ainda 
que a situação reclame, é
insensato.

Pariu!
A merda pariu!
As casas, desconfiadas, 
ficam mudas, mas o 
pardieiro festeja.

A situação se agravou
quando a criatura chorou.
Chamaram o doutor que,
desconfiado sentenciou :
- Isto é normal.

Da trapaça o deboche,
enganaram os pobres e 
ninguém reclamou.
Mas a grita teria sido 
grande se houvessem 
ludibriado o doutor.

Lido da Silva - Castries, janeiro de 2019.

                *

Oh shit

From the mockery to the deceit, a
dull affair, a matter of a
single smile.

It’s a knot!
The urge to curse doesn’t
get the better of me; my mouth stays shut, 
it passes.

The smile was uninvited,
the presence of tears, even 
if the situation calls for it, is
senseless.

Damn it!
Damn it all!
The houses, suspicious, 
fall silent, but the 
sparrow celebrates.

The situation worsened
when the child cried.
They called the doctor, who,
suspicious, declared:
“This is normal.”

From the trickery came mockery;
they deceived the poor, and
no one complained.
But the outcry would have been
great if they had
duped the doctor.

             *


terça-feira, 11 de dezembro de 2018

Das coisas vividas - From Life Experiences



Das coisas vividas ficaram
as recordações, os sins e os
nãos. 
Ficaram, também, os 
sorrisos, as lágrimas, as 
mãos e as contra mãos.

Preguei uma mentira só
para sentir as reações.
Percebi crédito e 
descrédito e muitas 
interrogações.
Então os afagos e, logo a
seguir, os empurrões. 

Das coisas vividas, sem 
novidades ou 
depreciação.
Num momento eu estou lá
em cima, para logo a 
seguir ser atirado ao chão.

O passado e o presente, 
nada mais são que 
arguição.
Não me darei por 
convencido sem uma boa
explicação.

Das coisas vividas não 
guardo lamentações.
O que havia de ser 
chorado, já chorei e então, 
choro mais não.

Acabou está acabado!
Por mais que ainda doa 
vai passar. 
Se até o "ontem" foi 
embora, por que o "hoje" 
haveria de querer ficar?

Lido da Silva - Castries, dezembro de 2018.

           $

From Life Experiences

From the things I’ve experienced, remained
the memories, and the “yeses,” and the
“nos.”
What also remain are the
smiles, the tears, the
hands, and the clasped hands.

I told a single lie
just to gauge the reactions.
I sensed belief and
disbelief and many
questions.
Then came the caresses, and right
afterward, the shoves.

Of the things I’ve lived through, without
any new developments or
disparagement.
One moment I’m up
there, only to be
thrown to the ground the next.

The past and the present—
they’re nothing more than
questioning.
I won’t be
convinced without a good
explanation.

Of the things I’ve lived through, I
hold no regrets.
What needed to be
mourned, I’ve already mourned, and so,
I mourn no more.

It’s over—it’s finished!
No matter how much it still hurts,
it will pass.
If even the “yesterday” has 
gone, why would  the “today”
would want to stay?

       $

domingo, 11 de novembro de 2018

Lágrimas - The tears



Não vivi todos os motivos das lágrimas,
Mas as chorei.
Me deitei com os amores e os desamores,
Experimentei a paixão,
Estive no chão.

Abandonado pelo amor chorei,
Desprezado pela paixão quis morrer.
Chorei, como chorei!
Verti lágrimas,
Nas lágrimas me afoguei.

Das lágrimas que conheço,
Verti quase todas.
Tremi o frio das noites de solidão,
Sofri o vazio da ausência da paixão,
E bebi o cálice amargo da desilusão.

O tempo ensina que as lágrimas,
Se escondem também nos sorrisos.
Pobre do sorriso da decepção!
As paixões, ainda que passageiras,
Permanecem.

Não importa os motivos das lágrimas,
Elas sempre chorarão.
Desconheço os motivos das lágrimas,
Mas as associo à paixão,
Já fui abandonado, já estive no chão.

  Mauro lucio - Castries(Saint Lucia), novembro de 2018

                      @

The tears

I haven't experienced all the reasons for tears,
But I have cried them.
I have lain with loves and heartbreaks,
I have tasted passion,
I have been on the ground.

Abandoned by love I cried,
Despised by passion I wanted to die.
I cried, how I cried!
I shed tears,
I drowned in tears.

About the tears I know,
I have shed almost all of them.
I trembled in the cold of the lonely nights,
I suffered the emptiness of the absence of passion,
And I drank the bitter cup of disillusionment.

Time teaches that tears,
Also hide in smiles.
Poor smile of disappointment!
Passions, even if fleeting,
Remain.

No matter the reasons for the tears,
They will always cry.
I don't know the reasons for the tears,
But I associate them with passion,
I have been abandoned, I have been on the ground.

                @

segunda-feira, 1 de outubro de 2018

Tropeço e caio - I trip and fall



Tropeço e caio,
Não foi um desmaio,
Não foi uma peça que o destino me pregou.
Embriagado, em meus devaneios, não
Percebo o desespero das lágrimas e
Nem me dou conta dos “nãos”.
É tudo tão parecido tal como um sermão.

Tropeço e caio,
Mas não peço um abraço para me segurar.
Tudo permanece em seu lugar, menos
As lágrimas que meus olhos choram.
O disfarce não me conforta, a vergonha
Do tombo dói mais que a queda.
Eu não deveria ter saído do meu lugar.

Tropeço e caio.
Não é bebedeira.
Dei bandeira, que besteira!
Cair e não querer me levantar.
Desistir da vida nem pensar,
Ficar no mesmo lugar entristece,
Faz chorar.

Tropeço e caio. já vivi esta situação.
Não espero que me me levantes, nem 
Que me estendas a mão.
Preciso aprender a ser só, urge eu saber
Recomeçar, não posso viver a tropeçar. 
Vou me mudar deste lugar.

 Lido da Silva, outubro de 2018

         #

I trip and fall

I stumble and fall,
It wasn’t a faint,
It wasn’t a trick fate played on me.
Drunk on my daydreams, I don’t
Notice the despair in the tears, and
I don’t even realize the “no’s.”
It’s all so much like a sermon.

I stumble and fall,
But I don’t ask for a hug to hold me up.
Everything stays in its place, except
The tears that stream from my eyes.
The pretense offers no comfort; the shame
Of the stumble hurts more than the fall itself.
I shouldn’t have left my spot.

I stumble and fall.
It’s not drunkenness.
I gave myself away—what a mistake!
Falling and not wanting to get up.
Giving up on life is out of the question,
Staying in the same place makes me sad,
It makes me cry.

I stumble and fall. I’ve been through this before.
I don’t expect you to lift me up, nor
To reach out your hand to me.
I need to learn to be on my own; I urgently need to know
How to start over—I can’t go on stumbling through life.
I’m going to move away from this place.

              #

segunda-feira, 17 de setembro de 2018

Diga que me ama - Say that you love me



Só uma vez!
Nem que seja somente uma vez,
Diga que me ama!
Não me importa que não seja verdade,
Quem se importa com verdade?
Só quero te ouvir dizendo que me ama.

Eu te amo!
Te amo como nunca deveria amar um vivente.
Te amo!
Te amo como só as história de amor sabem contar.
Te amo!
Te amo como alguém jamais irá te amar.
Por tudo isto te peço,  fique comigo!
O meu amor por ti nunca irá te decepcionar.

Que você me deixe te esperando,
Que você não me venha hoje noite,
Mas por favor,
Quando você vier ter comigo,
Diga que me ama.
Preciso te acreditar me amando
Para eu ser feliz.

Que eu chore amanhã.
Que a chuva desabe sobre mim.
Que o meu céu seja cinza, que seja triste.
Que as minhas noites sejam sem estrelas e luar,
Mas diga que me ama.
Nem que seja só uma vez.
Diga! Eu acreditarei.

Por favor, diga que me ama!
Nem que seja uma  única vez, diga que me ama!
Vai!
Ainda que seja mentindo diga que me ama!
Preciso me acreditar amado por ti, para continuar vivendo.
Ponha sentido em minha vida,
Fique comigo,
Permita-me sonhar,
Não me faça chorar.

Mauro Lucio - Castries(Saint Lucia), setembro de 2018.

             @

Say that you love me

Just once!
Even if it’s just once,
Tell me you love me!
I don’t care if it’s not true—
Who cares about the truth?
I just want to hear you say you love me.

I love you!
I love you the way no living person should ever love another.
I love you!
I love you the way only love stories can describe.
I love you!
I love you the way no one will ever love you.
For all these reasons, I beg you, stay with me!
My love for you will never let you down.

Let me wait for you,
Don’t come to me tonight,
But please,
When you come to me,
Tell me you love me.
I need to believe that you love me
So that I can be happy.

Let me cry tomorrow.
Let the rain pour down on me.
Let my sky be gray, let it be sad.
Let my nights be without stars or moonlight,
But tell me you love me.
Even if it’s just once.
Say it! I’ll believe you.

Please, say you love me!
Even if it’s just once, say you love me!
Go on!
Even if you’re lying, say you love me!
I need to believe that you love me to keep on living.
Give my life meaning,
Stay with me,
Let me dream,
Don’t make me cry.

       @


quarta-feira, 12 de setembro de 2018

Estou voltando para casa - Coming back home



 

Estou voltando para casa,
É chegada a hora de eu vos deixar.
Estou voltando para casa,
Aqui já não me é dado ficar.

Do pó vim,
Para o pó estou a retornar.
Estou voltando para casa,
É chegado o momento de vos deixar.

Estou voltando para casa,
A hora do adeus não tarda chegar.
Estou voltando para casa,
Não vim aqui para ficar.

Estou voltando para casa,
Ficam as minhas histórias para alguém contar.
Deixo os abraços que abracei,
Levo os carinhos que ganhei.

Estou voltando para casa,
Daqui nada posso levar.
Parto, exatamente como cheguei,
Fica tudo de material que conquistei.

Estou voltando para casa...

Mauro Lucio - Castries(Saint Lucia), setembro de 2028.

            @

Coming back home

I’m going home,
The time has come for me to leave you.
I’m going home,
I can no longer stay here.

From dust I came,
To dust I am returning.
I’m going home,
The time has come for me to leave you.

I’m going home,
The time to say goodbye will soon be here.
I’m going home,
I didn’t come here to stay.

I’m going back home,
My stories remain for someone else to tell.
I leave behind the hugs I’ve shared,
I take with me the affection I’ve received.

I’m going back home,
I can take nothing from here.
I depart, just as I arrived,
Leaving behind all the material things I’ve acquired.

I’m going back home...

              @

sábado, 8 de setembro de 2018

Noite estrelada - Starry night



A noite está radiante, as estrelas passeiam
no céu e eu nesse momento, com o olhar 
apaixonado, te procuro dentre elas.
Sim!
Eu busco por ti.
Quero descobrir dentre as estrelas qual 
delas é você.

Encantado pela beleza das estrelas tenho
a ilusão de que elas sorriem para mim, e
então o meu coração dispara dentro do 
meu peito.
Extasiado diante da beleza do teu sorriso 
a minha respiração se faz ofegante, 
de repente, te reencontrei.

Vendo-te esplendorosa lá no céu, me 
apaixono por ti uma vez mais.
Me apaixono uma vez, outra vez, e mais 
uma vez.
Como um bobo, estagiado por tua beleza,
nem me dou conta do frio da madrugada 
que, silenciosa, me abraça.

Te amo!
Sempre te amei!
Nem o tempo, nem à distância esfriaram 
o amor que guardo por ti.
Te amo!
Te amo como nunca amei em minha vida,
e agora estamos a sós, você, eu e o nosso
céu repleto de estrelas.

       Mauro Lucio - Castries, setembro de 2018.

                         @

Starry night

The night is radiant, the stars wander 
across the sky, and at this moment, 
with a passionate gaze, 
I search for you among them.
Yes!
I search for you.
I want to discover which one of the stars
 is you.

Enchanted by the beauty of the stars, 
I have the illusion that they smile at me, 
and then my heart races within my chest.
Ecstatic before the beauty of your smile, 
my breath becomes ragged, suddenly, 
I find you again.

Seeing you resplendent there in the sky, 
I fall in love with you once more.
I fall in love once, again, and yet again.
Like a fool, mesmerized by your beauty, 
I don't even notice the cold of the early 
morning that silently embraces me.

I love you!
I have always loved you!
Neither time nor distance have cooled 
the love I hold for you.
I love you!
I love you like I've never loved anyone 
in my life, and now we are alone, you, 
me, and our sky full of stars.

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Política - Politics

A política é tão importante em nossa vidas quanto o ar que respiramos. É a política que decide tudo em as nossas vidas enquanto cidadão. A p...